Mais um assunto que dá "pano para mangas".

Credibilidade...o que é que define quem tem ou não credibilidade?
O seu historial? Talvez.
E será que o credível não erra? Ou não mente também?
É claro que existe uma postura de credulidade na sua forma mais simples em muitos daqueles que visionam os documentários. Facilitismo, ignorância, incapacidade crítica ou parcialidade, serão algumas das razões que levam a crer, por vezes de forma algo leviana, naquilo que nos é mostrado por alguém.
Para mim o pior de tudo, no que diz respeito a extremismos, é a defesa que alguns fazem de determinadas verdades apenas porque fazem parte desse "clube".
Seja na política, religião ou outras, as pessoas tornam-se cegas aos argumentos alheios, impedindo assim que qualquer outra versão possa ser apresentada, independentemente das razões das partes.
Já diz o ditado, "o pior cego é aquele que não quer ver".
Daí que quando se fala de credibilidade, talvez se devesse falar primeiro, na abertura das mentalidades a novas ideias e factos.
Se nos recusarmos a ouvir as outras opiniões, de que vale argumentar?
Se estivermos dispostos a aceitar o erro, outras verdades ou até mesmo a evolução do conhecimento, aí sim o visionamento dos documentários será útil, não só para o conhecimento próprio mas também para o lançamento do debate sobre os temas em questão.
De outra forma, torna-se apenas algo de inútil, ou então, pior ainda, um forma de "aproveitar a credibilidade do género" para fins, muito vezes, pouco dignos.