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Zeitgeist
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Tópico: Zeitgeist (Lida 1559 vezes)
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macumbero
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Zeitgeist
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em:
Quinta, 30 de Julho, 2009 - 20:29 »
Saudações!
Pessoal, após assistir os documentários Zeitgeist e Zeitgeist Addendum minha mente foi a mil! Ele foi de encontro com várias idéias que volta e meia passavam pela minha cabeça. E o mais engraçado é que essas idéias sempre vinham acompanhadas do pensamento "será que só eu penso assim?".
Agora esse pensamento volta à tona: será que só eu gostei? Será que só eu me empolguei com as idéias contidas no filme?
Aguardo comentários de quem viu.
Abraços!
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cab
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Re: Zeitgeist
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Responder #1 em:
Quinta, 30 de Julho, 2009 - 21:03 »
Boas
macumbero
Tudo o que nos faça pensar um pouco faz-nos muito bem. Tudo o que nos ajude a desenvolver o pensamento próprio é excelente, principalmente numa era em que o coletivo menospresa veementemente todo um conjunto de pensamentos e formas de análise que não são difundidos pelos meios de comunicação generalistas.
O que seria das inúmeras mentes brilhantes que ajudaram a criar a nossa sociedade, tal como ela é, se o pensar fosse limitado apenas ao que as massas desejam ouvir em determinado espaço no tempo? Talvez ainda estivessemos a viver no tempo e com a mentalidade da inquisição.
Todas as grandes mudanças, seja sobre que tema for, passam sempre por três etapas: 1ª - É veementemente rejeitada como sendo absurda, 2ª Sofre violenta oposição e 3ª É aceite como verdade insofismável. Por isso é normal que uma ideia, um conceito, que apresente uma versão diametralmente oposta à norma vigente, ser primáriamente negada.
Escrevi estes parágrafos como forma de te tentar explicar o porquê de ter um pensamento diferente nos fazer sentir, por vezes, afastados e sós no mar de 'yes mans' na sociedade.
Mas atenção, tal como os meios de informação generalistas são frágeis no seu conteúdo, também o são todas as outras formas. Só conheço uma forma de validar ou invalidar informação, a PESQUISA, a CONTRA-ANÁLISE, a VERIFICAÇÃO DE FONTES, etc. Acho que não há nada mais importante quando alguém se sente tocado por um tema ou informação alternativa que estudá-la, analizá-la, etc.
Os humanos são falíveis, e principalmente suscetiveis de serem influenciados, por isso quando apresentam a sua versão da história, dos fatos, são normalmente tendenciosos na sua análise. (Felizmente há muito e bons exemplos contrários)
Em relação ao Zeitgeist. Pessoalmente não mexeu comigo, nem sobre ele me debrucei para o estudar. Houve algumas frases, contextos e conteúdos que são demasiada filosofia e psicologia e pouca apresentação de factos. Daí não o ter achado conseguido.
Tem um excelente lado positivo, é que colocou muitas pessoas a pensar, e como pensar é a energia para um cérebro livre, por isso só lhe posso bater uma valentes palmas... Clap, clap, clap
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Última modificação: Quinta, 30 de Julho, 2009 - 21:04 por cab
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Re: Zeitgeist
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Responder #2 em:
Terça, 06 de Abril, 2010 - 04:12 »
Vi agora o Zeitgeist 2. E sinceramente nem sei se hei-de rir ou acreditar naquilo que vi.
Os gajos fazem aquilo tudo tão certinho, tudo a bater tão certo em quase todos os pontos, que somos tentados a acreditar naquilo.
Por acaso quando o estava a ver comecei-me a rir especialmente, quando disseram que o Bin Laden não existia e que a Al Quaeda era um banco de dados criado pelos próprios EUA nos anos 80, etc etc... Não sei até que que certo ponto isto é tudo verdade. Como já disseram no outro Zeitgeist, que 11 do Setembro foi feito pelos EUA para terem uma desculpa para irem para lá "comer" o petróleo deles, ou mesmo que o Pear Harbor foi desejado e provocado por Eles mesmos.
Mesmo que seja verdade, é mesmo difícil de acreditar.
Passando um bocado á frente... quando eles referem o "The Project Venus" para quem já viu o doc Collapse abafa completamente esse tal projecto.
Nem lhe dá espaço para argumentarem o quê que fosse. E para quem viu os 2, vê que o Collapse quando fala nos bens materiais faz todo o sentido. Com isso, custa acreditar que esse projecto tenha mesmo um bom fundamento.
Já para não dizer que quando dizem que querem uma sociedade quase perfeita é para rir... Esqueceram-se de que o ser humano não é igual...
Acho que fui demasiado close mind, quando vi este doc. LOL
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Re: Zeitgeist
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Responder #3 em:
Sábado, 29 de Janeiro, 2011 - 18:18 »
Citação de: PanterA em Terça, 06 de Abril, 2010 - 04:12
Por acaso quando o estava a ver comecei-me a rir especialmente, quando disseram que o Bin Laden não existia e que a Al Quaeda era um banco de dados criado pelos próprios EUA nos anos 80
Eu por acao comecei-te a rir quando li o teu post e a tua ignorancia
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Re: Zeitgeist
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Responder #4 em:
Sábado, 29 de Janeiro, 2011 - 18:42 »
Citação de: jamaica em Sábado, 29 de Janeiro, 2011 - 18:18
Citação de: PanterA em Terça, 06 de Abril, 2010 - 04:12
Por acaso quando o estava a ver comecei-me a rir especialmente, quando disseram que o Bin Laden não existia e que a Al Quaeda era um banco de dados criado pelos próprios EUA nos anos 80
Eu por acao comecei-te a rir quando li o teu post e a tua ignorancia
Ai sim? Vá lá que o meu post ainda serviu de alguma coisa.
Mas diz lá, onde se acentua a minha ignorância.
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Re: Zeitgeist
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Responder #5 em:
Domingo, 30 de Janeiro, 2011 - 15:17 »
A Al-Qaeda era até menos que uma base de dados, mas uma simples lista. Bin Laden era, na verdade, Tim Osman, um agente da CIA com problemas renais e que foi morto em finais de 2001.
Estou-me pouco borrifando se acreditas ou não, agora negar apenas por ser "difícil" de acreditar, sem pesquisares mais além e sem nada com que negar.. enfim.
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Re: Zeitgeist
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Responder #6 em:
Domingo, 30 de Janeiro, 2011 - 15:38 »
Citação de: jamaica em Domingo, 30 de Janeiro, 2011 - 15:17
A Al-Qaeda era até menos que uma base de dados, mas uma simples lista. Bin Laden era, na verdade, Tim Osman, um agente da CIA com problemas renais e que foi morto em finais de 2001.
Estou-me pouco borrifando se acreditas ou não, agora negar apenas por ser "difícil" de acreditar, sem pesquisares mais além e sem nada com que negar.. enfim.
Dizes isso tudo baseado em quê, em documentários que vês da net ou em gajos que argumentam sem fundamentos em sites/blogues...?
Por favor.. Depois ainda te ris dos meus post... Então o que eu hei-de fazer eu no meu caso quando leio os teus.
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Re: Zeitgeist
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Responder #7 em:
Domingo, 30 de Janeiro, 2011 - 16:42 »
Infelizmente concordo em grande medida com quase tudo o que o PanterA escreveu. Utilizei a palavra "infelizmente" porque o nosso mundo está realmente a necessitar de um movimento que ajude as pessoas a chegar à verdade de um mundo que é pintado a muitas cores mas onde cada vez menos a cor da verdade é a usada.
Citação de: PanterA em Terça, 06 de Abril, 2010 - 04:12
Vi agora o Zeitgeist 2. E sinceramente nem sei se hei-de rir ou acreditar naquilo que vi.
Os gajos fazem aquilo tudo tão certinho, tudo a bater tão certo em quase todos os pontos, que somos tentados a acreditar naquilo.
Ora aqui está infelizmente uma grande verdade: O mundo não é simples nem de análise simplista e todas, ou quase todas, as explicações que tomam o caminho mais fácil arriscam-se a ser ou utopias, ou, pior, puras mentiras.
Todos os que estamos vivos, estamos a viver numa época "especial" com todas as alterações sociais, comportamentais, ambientais e políticas que estão a começar a acontecer bem à nossa frente. Conta-nos a história que estas épocas são chão fértil para o surgimento de novos movimentos sociais, que por norma ganham posição de aceitação social perante o despertar das mentes para problemas para os quais não encontram respostas. Grande parte dos movimentos passados que brotaram em épocas e contextos similares (mesmo abordando problemas diferentes) conduziram ao surgimento de muitos enganos: tiranos, demagogos e charlatães, e só um número reduzido conduziu a melhorias do estado das coisas para os Zé Povinhos.
Portanto, a meu ver, esta nova mão cheia de movimentos que estão a surgir devem ser vistos e analisados de forma critica, sob pena de uma aceitação precoce conduzir a um engano e a uma participação e anuência individual de algo que no seu âmago poderá ser algo que se venha a arrepender no futuro.
A formula simplista e facilitista de explicação das coisas presente na série Zeitgeist não augura nada de bom, bem pelo contrário, mais ainda quando essa mesma formula é uma "cópia" da forma de comunicação de um outro movimento mais antigo que se auto-intitula de
religião
New Age, onde Deus é Gaia, a mãe Terra. Nos Zs e no projecto Vénus, pode ser dito que Deus aparece encoberto num Deus-Ex-Machina\Ciência\Gaia que se arrisca a transformar verdades que necessitam ser transmitidas à sociedade em chavões quase religiosos que mistificam essas verdades na assumpção de um futuro visionário verdadeiramente desprendido da realidade dos dias de hoje, tão desprendido que a etapa do meio, a transição entre paradigmas sociais, é constantemente "escondida" do seu discurso... talvez porque essa transição seja impossível de ocorrer sem que o mundo entre em guerra com o mundo, ou seja, sem que os homens entrem em guerra com os homens de forma a salvar Gaia e criar um mundo Deus-Ex-Machina...
Para mim, infelizmente, o movimento gerado pelos Zs e pelo projecto Vénus não mais é que um belo sonho de algumas mentes visionárias, na melhor das hipóteses, um movimento religioso encapotado na palavra Ciência, na hipótese teológica, ou um movimento com um potencial futuro destruidor e canalizador de violência, porque a transição para os seus ideais não irá acontecer de forma pacifica. Esta última forma pode ser simplisticamente comparada ao método usado pelos nazis para chegar ao poder: estamos cá para vos ajudar a salvar dos males e dos maléficos...
Algumas reacções mais bruscas poderão emergir ao que acabei de escrever, mas... uma mente que anui facilmente é uma mente dos e para os outros, e quem pensa por si será sempre mais livre, mesmo que esse pensar entre em choque com a "moda" do momento...
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Re: Zeitgeist
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Responder #8 em:
Domingo, 30 de Janeiro, 2011 - 22:35 »
Bom post, mas eu já abri os olhos para o Venus Project ser NWO há muito tempo amiguinhos, não me trazem NADA de novo. A questão que eu debati foi da Al-Qaeda, e vi sim documentários mas o principal nem sequer foi na net, foi num documentário da BBC sobre a guerra fria e a guerra no Afeganistão contra a União Soviética, onde já nessa altura os "Freedom Fighters" como eram chamados na altura e que vieram a tornar-se na Al-Qaeda foram financiados pela CIA/FBI.. esses Freedom Fighters, liderados por Al-Zawari, recrutaram indivíduos, entre os quais um desconhecido filho de um magnata Saudita, que foi aceite pelo Al-Zawari apenas porque vinha trazer muito dinheiro.
*EDIT*
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Responder #9 em:
Domingo, 30 de Janeiro, 2011 - 22:42 »
primeiro, @jamaica: atacar nunca ajuda
depois "Zeitgeist = NWO!!"
, se o NWO está realmente por detras do The Zeitgeist Movement, uma cena que advoga a protecção da internet a todo o custo, que advoga que se questione as coisas, que se informe... tudo cenas que prejudicam uma tirania... Se a NWO tá mmo por detrás disso, parece-me que tá a dar um tiro no pé.
mais, está dito algures no TVP que nada do que é falado será implementado à força, que se se tentar ir pela força vai falhar inevitavelmente.
E talvez por fim: o TVP é realmente um sonho de mentes visionárias
, e é bem capaz de ser isso que a sociedade actual precise, uma visão, uma direcção para onde se dirigir. Venus Project não é perfeito, é simplemente muito melhor do que o que temos hoje ^_^.
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Re: Zeitgeist
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Responder #10 em:
Segunda, 31 de Janeiro, 2011 - 00:36 »
Jamaica
, os chavões em formato de explicação simplista, como afirmar que o movimento Z é NWO, são redutores e limitadores... Quem nos dera a nós que fosse assim tão simples de catalogar o movimento Z, pois dessa forma já se saberia quais os verdadeiros desígnios e interesses que servem de fundamento ao movimento... Talvez o Z4 mostre a real face e objectivo do movimento, até lá ficamos com as palavras oficiais (políticas) do movimento e uma sensação, que ninguém me consegue retirar agora, de incitação à revolta\violência, mesmo que tal incitamento tenha sido cinematograficamente pintado como pacífico no Z3, fazendo-me lembrar o final de um filme de Hollywood onde o bem triunfa sempre sobre o mal (um chavão) ...
WurmD,
defender e desejar utopias não será nunca solução, talvez apenas um sossego de espírito, um recanto espiritual onde se poderá encontrar luz paras as dores individuais, não uma solução para o colectivo humano e terreno, por muito que tal opção possa parecer\soar a um oásis. E depois, cuidado com as nuances de determinados sonhos de determinados visionários, pois nem sempre aquilo que à primeira vista parece ser o é na realidade... Pessoalmente por muito sonhadora que seja uma mente visionária, suas ideias e ideais, terá sempre a minha negação sem restrições quando o potencial das suas ideias poder colocar em causa a vida de milhões\biliões de modo a dar forma ao sonho... e eu e tu podemos ser parte desses milhões \biliões...
Felizmente, é um sonho de aplicação prática, com as condicionantes sociais e políticas actuais, utópica, e de utopias está este mundo cheio... O problema é quando muitos começam a acreditar que a utopia é a realidade e a realidade a verdadeira utopia, eis quando nascem aqueles que nos livros de história são recordados como exemplos a não seguir...
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Re: Zeitgeist
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Responder #11 em:
Segunda, 31 de Janeiro, 2011 - 01:31 »
"utopia", palavra abstracta (já leste Tyranny of Words
http://www.mediafire.com/?awimnnwy5tl
? sobre semântica, tá BESTIAL!)
define "utopia".
Pra mim é uma cena perfeita e impossível.
Pelo menos no caso do Venus Project, não é perfeito =), e não vejo como sendo impossível, apenas difícil
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Re: Zeitgeist
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Responder #12 em:
Segunda, 31 de Janeiro, 2011 - 01:59 »
WurmD
Não li... está a baixar, obrigado
Citar
Utopia tem como significado mais comum a ideia de civilização ideal, imaginária, fantástica. Pode referir-se a uma cidade ou a um mundo, sendo possível tanto no futuro, quanto no presente, porém em um paralelo. A palavra foi cunhada a partir dos radicais gregos ??, "não" e ?????, "lugar", portanto, o "não-lugar" ou "lugar que não existe".
O "utopismo" consiste na ideia de idealizar não apenas um lugar, mas uma vida, um futuro, ou qualquer outro tipo de coisa, numa visão fantasiosa e normalmente contrária ao mundo real.
O utopismo é um modo absurdamente optimista de ver as coisas do jeito que gostaríamos que elas fossem.
In
Wikipédia
Em sintonia com aquilo que o Z descreve e advoga...
Para mim utopia, na especificidade do Z, refere-se também a algo que talvez seja exequível para a geração dos meus netos, talvez trisnetos, quando acho que a preocupação que deve impulsionar o pensar da nossa sociedade nos dias que correm seja o de como se adaptar gradualmente a nossa estrutura social a um mundo com cada vez menos excedente de energia, usando aquilo que já temos ao nosso dispor, sem que para tal se inventem soluções milagrosas (utópicas), se passe a solução para o reino do fantástico (teológica) ou se incite à revolta\violência de forma a se conseguir acelerar a transição para um novo mundo com espaço para apenas alguns iluminados, colocando em causa a vida de muitos...
Espero que daqui a 100, 200 anos as ideias do Z possam em parte ser uma realidade - sem o Deus-Ex-Machina - mas até lá são apenas sonhos, e mesmo que sonhar não faça mal, raramente os sonhos se transformam em solução no mundo real...
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Re: Zeitgeist
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Responder #13 em:
Segunda, 31 de Janeiro, 2011 - 02:16 »
tou a gostar da conversa, e sendo assim bora esmiuçar
Do que já viste, dá um exemplo de uma parte do Projecto Vénus te parece "absurdamente optimista"/irrealizável
Tecnologicamente, achas alguma coisa daquelas ilustradas irrealizável com os conhecimentos que temos
hoje
?
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Re: Zeitgeist
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Responder #14 em:
Segunda, 31 de Janeiro, 2011 - 02:31 »
Espero que não me leves a mal mas respondo com umas perguntas...
Como é realizada a transição da sociedade actual para a advogada nos Zs e no Projecto Vénus?
Como transformar, por exemplo, Lisboa numa cidade formato Projecto Vénus?
Como convencer as elites sociais de hoje a abdicar daquilo que têm em prol desse ideal social?
Como colocar o mundo a funcionar a uma só voz?
Com que excedente de energia será esse novo mundo construído?
No caso de opiniões contrárias à sua aplicação, que medidas serão tomadas para contornar esse problema?
E a pergunta mais premente:
Como se chega ao fim sonhado pelos Zs e Projecto Vénus, se eles oficialmente apenas fazem "cócegas" a estas questões, ou seja, são questões usualmente quase deixadas ao abandono? E porquê?
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Re: Zeitgeist
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Responder #15 em:
Segunda, 31 de Janeiro, 2011 - 05:58 »
Citação de: ballou em Segunda, 31 de Janeiro, 2011 - 02:31
Com que excedente de energia será esse novo mundo construído?
Esta é essencial... Porque o mundo gira todo somente com um combustível.
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Re: Zeitgeist
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Responder #16 em:
Segunda, 31 de Janeiro, 2011 - 09:20 »
Antes de mais, não tenho todas as respostas
, nem estão escritas todas as respostas XD,
a beleza duma cena destas, emergente, e que advoga o espírito crítico, é que não se importa de aprender e evoluir a medida do tempo
(é até uma das pedras basilares, ter ciente que "a única constante é a mudança" e não fazer força contra a mudança, mas sim querer que ela seja flúida)
Mas agora analisando nós possíveis respostas ^_^ a perguntas específicas
Citação de: ballou em Segunda, 31 de Janeiro, 2011 - 02:31
Como transformar, por exemplo, Lisboa numa cidade formato Projecto Vénus?
Não transforma
, por ser muito mais dispendioso em termos de recursos manter uma cidade desactualizada, comparando com construir e manter uma cidade projectada de raiz,
quem estaria interessado
num TVP iria cagar na manutenção de Lisboa e concentrar seus esforços na construção das novas cidades/aldeias/casas. E muitos recalcitrantes, ao verem as melhores qualidades de vida nas novas cidades iriam migrar para lá. Ficando partes de Lisboa ao abandono e ótimas para se ir minar recursos ^_^.
Citação de: ballou em Segunda, 31 de Janeiro, 2011 - 02:31
Como convencer as elites sociais de hoje a abdicar daquilo que têm em prol desse ideal social?
Não convences, pelo menos não de inicio.
Só quando algumas cidades já estivessem a funcionar, a dar mostras que quem lá vive, tem melhor qualidade de vida que um milionário cá fora, só aí é que (e mesmo assim
talvez
) essas elites iriam acordar para o benefício global (delas incluído) deste novo funcionar social.
Citação de: ballou em Segunda, 31 de Janeiro, 2011 - 02:31
Como colocar o mundo a funcionar a uma só voz?
Concenso racional
. A beleza da ciência é que é tirana, não pede opiniões. Se o mundo concordar que a sua prioridade máxima é a sobrevivência da espécie humana, e por conseguinte chegar à conclusão que para maximizar a sobrevivência da espécie é preciso maximizar a eficiência e sustentabilidade de tudo na sociedade. Se, se.
Então todas as questões relativas ao funcionamento da sociedade conseguem ser reduzidas a questões técnicas. E questões técnicas tendo um objectivo claro (máxima eficiência/sustentabilidade), apenas têm UMA única solução ótima!
E um engenheiro no Iraque chega a essa mesma solução que um engenheiro no Japão
, consenso automático, lógico e racional.
Citação de: ballou em Segunda, 31 de Janeiro, 2011 - 02:31
Com que excedente de energia será esse novo mundo construído?
Essa é mesmo boa. Estás ciente dos
potenciais
de produção de energia disponíveis, apenas nos meios renováveis?
É preciso que quem teje no poder acorde para a necessidade de energia. Mas acordando, é "só" fazer um esforço concentrado, um "esforço de guerra", a construir produção de energia renovável.
E pra construir, não é necessariamente preciso
excedente
de energia, é "só" canalizar a energia despendida em manutenção.
(Protótipos e projectos existentes hoje
http://www.youtube.com/watch?v=M2nxCp9Hwxs&feature=&p=42ADE607C49C0E95&index=0&playnext=1#
)
Citação de: ballou em Segunda, 31 de Janeiro, 2011 - 02:31
No caso de opiniões contrárias à sua aplicação, que medidas serão tomadas para contornar esse problema?
Concenso racional
. Nada disto funcionaria pela força. Ainda bem que é inteiramente lógico e sustentado, e aberto à evolução.
Uma
opinião
contrária insustentada, vale pouco. É ouvida, e se ouver gente interessada em estudá-la a ver se tem fundamento, essas pessoas o farão. Agora uma opinião contrária sustentada é do melhor que há
, pq é a situação "Gajo1: Isso tá errado!" e a resposta seria "Woa? Como assim?" (em vez de, STFU XD), e então "gajo1: por causa disto e daquilo que leva aquiloutro. Se fizermos desta outra maneira evita-se isso", e o q acontece? "*look into evidence* EIA tens razão! Bora fazer assim!" (mudança imediata, sem impedimentos irracionais devidos a egos)
Citação de: ballou em Segunda, 31 de Janeiro, 2011 - 02:31
Como se chega ao fim sonhado pelos Zs e Projecto Vénus, se eles oficialmente apenas fazem "cócegas" a estas questões, ou seja, são questões usualmente quase deixadas ao abandono? E porquê?
É responsabilidade de todos nós encontrarmos soluções
, do género desta conversa, pois sem fazer futurismo, não há respostas correctas, há apenas problemas, e formas lógicas de agir para ir resolvendo esses problemas.
O TVP não é um projecto tecnológico. É maioritariamente um projecto social, uma forma diferente de pensar. "A aplicação da ciência às questões sociais".
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Última modificação: Segunda, 31 de Janeiro, 2011 - 09:47 por WurmD
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Re: Zeitgeist
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Responder #17 em:
Segunda, 31 de Janeiro, 2011 - 13:38 »
Obrigado pelas respostas
WurmD
.
Antes de responder individualmente a cada uma das tuas explicações vou deixar aqui outras perguntas.
Quantos anos até colocar de pé esse sonho?
Terá o paradigma social em que vivemos tempo disponível para esperar que o sonho seja posto em prática?
Citação de: WurmD em Segunda, 31 de Janeiro, 2011 - 09:20
Citação de: ballou em Segunda, 31 de Janeiro, 2011 - 02:31
Como transformar, por exemplo, Lisboa numa cidade formato Projecto Vénus?
Não transforma
, por ser muito mais dispendioso em termos de recursos manter uma cidade desactualizada, comparando com construir e manter uma cidade projectada de raiz,
quem estaria interessado
num TVP iria cagar na manutenção de Lisboa e concentrar seus esforços na construção das novas cidades/aldeias/casas. E muitos recalcitrantes, ao verem as melhores qualidades de vida nas novas cidades iriam migrar para lá. Ficando partes de Lisboa ao abandono e ótimas para se ir minar recursos ^_^.
Podemos então dizer que o Projecto Vénus e os Zs não são capazes de aproveitar o que já existe. Isso significa desperdício, perda de recursos e utilização de espaços que até então não eram urbanizados, ou tinham pouca urbanização, o que conduzirá a uma maior destruição do nosso meio ambiente, à utilização de ainda mais recursos naturais e ao deixar "on hold" parte da estrutura social porque não dará para mover para o novo paradigma todos ao mesmo tempo. Conclusão: Não é uma solução de transição mas sim uma solução de destruição, dos recursos já utilizados, do meio ambiente e uma disfunção da estrutura social, o que me leva a concluir que a solução ou é utópica, ou é teológica ou incita à revolução\violência pois não se adapta ao nosso mundo, tenta "impor" um novo mundo.
Citação de: WurmD em Segunda, 31 de Janeiro, 2011 - 09:20
Citação de: ballou em Segunda, 31 de Janeiro, 2011 - 02:31
Como convencer as elites sociais de hoje a abdicar daquilo que têm em prol desse ideal social?
Não convences, pelo menos não de inicio.
Só quando algumas cidades já estivessem a funcionar, a dar mostras que quem lá vive, tem melhor qualidade de vida que um milionário cá fora, só aí é que (e mesmo assim
talvez
) essas elites iriam acordar para o benefício global (delas incluído) deste novo funcionar social.
Neste paradigma social as elites já vivem com (quase) todos os benefícios presentes no PV e com um que será talvez o mais difícil de querem deixar, o domínio. O ser humano é um animal de conquistas, procura sempre mais para o individual, e esperar que quem faz parte da elite social deste paradigma possa o largar pode ser uma utopia do tamanho deste mundo.
Conclusão: Dificilmente será uma transição sem atritos e "violência".
Citação de: WurmD em Segunda, 31 de Janeiro, 2011 - 09:20
Citação de: ballou em Segunda, 31 de Janeiro, 2011 - 02:31
Como colocar o mundo a funcionar a uma só voz?
Consenso racional
. A beleza da ciência é que é tirana, não pede opiniões. Se o mundo concordar que a sua prioridade máxima é a sobrevivência da espécie humana, e por conseguinte chegar à conclusão que para maximizar a sobrevivência da espécie é preciso maximizar a eficiência e sustentabilidade de tudo na sociedade. Se, se.
Então todas as questões relativas ao funcionamento da sociedade conseguem ser reduzidas a questões técnicas. E questões técnicas tendo um objectivo claro (máxima eficiência/sustentabilidade), apenas têm UMA única solução ótima!
E um engenheiro no Iraque chega a essa mesma solução que um engenheiro no Japão
, consenso automático, lógico e racional.
Aqui entraste na dicotomia teológica presente no PV, no Deus-Ex-Machina\Ciência\Gaia. Por muito "bonito" que sejam tais palavras esquecem-se de algo que já escrevi acima: o homem é um animal de conquistas. Para tal ser possível todas as culturas do mundo tinham de ter os mesmos ideais, as mesmas ideias e os mesmos objectivos, e se não existem homens iguais então como criar sociedades e culturas idênticas num mundo em que a diversidade cultural e social é um dos maiores impulsionadores dessa ciência tão em voga no PV? A massificação do pensar social e cultural é um dos maiores erros do projecto PV, na minha óptica, e de aplicação a roçar a utopia sem que para tal não tenham de ser aplicadas soluções que terão de ser desagradáveis para grande parte da população deste mundo.
Citação de: WurmD em Segunda, 31 de Janeiro, 2011 - 09:20
Citação de: ballou em Segunda, 31 de Janeiro, 2011 - 02:31
Com que excedente de energia será esse novo mundo construído?
Essa é mesmo boa. Estás ciente dos
potenciais
de produção de energia disponíveis, apenas nos meios renováveis?
É preciso que quem teje no poder acorde para a necessidade de energia. Mas acordando, é "só" fazer um esforço concentrado, um "esforço de guerra", a construir produção de energia renovável.
E pra construir, não é necessariamente preciso
excedente
de energia, é "só" canalizar a energia despendida em manutenção.
(Protótipos e projectos existentes hoje
http://www.youtube.com/watch?v=M2nxCp9Hwxs&feature=&p=42ADE607C49C0E95&index=0&playnext=1#
)
Primeiro os meios renováveis são apenas fontes de energia eléctrica e mecânica. A energia mais importante para a sociedade é a "construtiva", a "moldável", a que é matéria prima mãe para o desenvolvimento de substâncias, de bens e nenhuma fonte renovável conhecida preenche esse espaço. Logo aqui temos um grande problema porque não dá para moldar energia eléctrica e criar pneu, apenas como exemplo.
Portanto, a solução seria deixar cair em declínio todas as estruturas já existentes de forma a que haja energia excedentária suficiente para colocar tal paradigma de pé. Novamente, um desperdício, uma utilização desmedida da energia e matérias primas que já foram usadas pela sociedade.
Conclusão: O factor energia excedentário não pode e nem deve ser analisado de forma simplista. A utilização da energia excedentária deve ser usada, não para a criação de mais elefantes brancos - cidades, mas sim no aprimorar da qualidade vida humana e gastos de energia de forma a que seja possível ir criando uma ponte até ao surgimento das cidades inteligentes dentro das cidades actuais.
Citação de: WurmD em Segunda, 31 de Janeiro, 2011 - 09:20
Citação de: ballou em Segunda, 31 de Janeiro, 2011 - 02:31
No caso de opiniões contrárias à sua aplicação, que medidas serão tomadas para contornar esse problema?
Concenso racional
. Nada disto funcionaria pela força. Ainda bem que é inteiramente lógico e sustentado, e aberto à evolução.
Uma
opinião
contrária insustentada, vale pouco. É ouvida, e se ouver gente interessada em estudá-la a ver se tem fundamento, essas pessoas o farão. Agora uma opinião contrária sustentada é do melhor que há
, pq é a situação "Gajo1: Isso tá errado!" e a resposta seria "Woa? Como assim?" (em vez de, STFU XD), e então "gajo1: por causa disto e daquilo que leva aquiloutro. Se fizermos desta outra maneira evita-se isso", e o q acontece? "*look into evidence* EIA tens razão! Bora fazer assim!" (mudança imediata, sem impedimentos irracionais devidos a egos)
O homem é um animal de conquistas, disperso por variadíssimos contextos sociais e culturais, que nos diz a História que não abdica dessa sua singularidade em prol de um colectivo com o qual não se revê. A partir daqui, a reacção mais que provável será sempre o choque de civilizações e de culturas. O consenso é algo muito raro na nossa sociedade, e o consenso necessário à formação do PV também o é e será... As respostas simplistas aos problemas são usualmente utopias ou vãs mentiras...
Citação de: WurmD em Segunda, 31 de Janeiro, 2011 - 09:20
Citação de: ballou em Segunda, 31 de Janeiro, 2011 - 02:31
Como se chega ao fim sonhado pelos Zs e Projecto Vénus, se eles oficialmente apenas fazem "cócegas" a estas questões, ou seja, são questões usualmente quase deixadas ao abandono? E porquê?
É responsabilidade de todos nós encontrarmos soluções
, do género desta conversa, pois sem fazer futurismo, não há respostas correctas, há apenas problemas, e formas lógicas de agir para ir resolvendo esses problemas.
O TVP não é um projecto tecnológico. É maioritariamente um projecto social, uma forma diferente de pensar. "A aplicação da ciência às questões sociais".
Um Deus-Ex-Machina sustentado por muitos sonhos de aplicação quase impossível, socialmente unificador em vez de salvaguardar a multiplicidade social, cultural e mental que foram e são fonte primária da maioria dos desenvolvimentos que aconteceram e acontecem neste nosso mundo. O PV é quase um espartilho, mesmo que dos seus ideais possa transparecer exactamente o oposto.
Continuo na mesma e cada vez mais convicto de que os sonhos não constroem futuro, que querer desenvolver um oásis utópico num mundo em que as utopias ficam com as utopias e a realidade é sempre substancialmente diferente e mais dura, não é o caminho. O caminho tem de ser gradual e não de mudança total e absolutista, sob pena dos sonhos se tornarem apenas em lindas linhas de pensamento escritas num papel, num romance...
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WurmD
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Re: Zeitgeist
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Responder #18 em:
Segunda, 31 de Janeiro, 2011 - 16:01 »
Ora viva rapaz, isto já tá a ficar grande demais para texto, seria mais produtivo irmos para uma sala de conversa, já usaste TeamSpeak?
http://www.zeitgeistportugal.org/capitulo/index.php?option=com_content&view=article&id=10&Itemid=15
Citação de: ballou em Segunda, 31 de Janeiro, 2011 - 13:38
Obrigado pelas respostas
WurmD
.
Antes de responder individualmente a cada uma das tuas explicações vou deixar aqui outras perguntas.
Quantos anos até colocar de pé esse sonho?
I have nooooo idea XD. Já ouvi especulações de 10 anos até centenas de anos
Citação de: ballou em Segunda, 31 de Janeiro, 2011 - 13:38
Terá o paradigma social em que vivemos tempo disponível para esperar que o sonho seja posto em prática?
Quantos tempo ainda temos? Sabes?
Eu não sei ao certo.
Citação de: ballou em Segunda, 31 de Janeiro, 2011 - 13:38
Citação de: WurmD em Segunda, 31 de Janeiro, 2011 - 09:20
Citação de: ballou em Segunda, 31 de Janeiro, 2011 - 02:31
Como transformar, por exemplo, Lisboa numa cidade formato Projecto Vénus?
Não transforma
Podemos então dizer que o Projecto Vénus e os Zs não são capazes de aproveitar o que já existe. (...) Não é uma solução de transição mas sim uma solução de destruição
lol rapaz, novamente, e em todos os aspectos, não será "dar cabo" do que existe mas sim "outgrow the need for", neste caso das cidades desatualizadas.
Se uma pessoa escolhe/prefere viver e manter Lisboa, algo que consome mais recursos que construir e manter uma cidade/aldeia/casa projectada de raiz e aplicando os conhecimentos tecnológicos mais actuais; essa pessoa é que está a gastar mais recursos (ao viver/manter Lisboa), logo destruir o ambiente,
et. al.
. Novamente, esta solução é lógica na perspectiva de poupar recursos e melhorar a qualidade de vida da população, e é por essa lógica que é suposto as pessoas
escolherem
dedicar o seu tempo e recursos a esta alternativa.
Citação de: ballou em Segunda, 31 de Janeiro, 2011 - 13:38
Citação de: WurmD em Segunda, 31 de Janeiro, 2011 - 09:20
Citação de: ballou em Segunda, 31 de Janeiro, 2011 - 02:31
Como convencer as elites sociais de hoje a abdicar daquilo que têm em prol desse ideal social?
Não convences, pelo menos não de inicio.
Só quando algumas cidades já estivessem a funcionar, a dar mostras que quem lá vive, tem melhor qualidade de vida que um milionário cá fora, só aí é que (e mesmo assim
talvez
) essas elites iriam acordar para o benefício global (delas incluído) deste novo funcionar social.
Neste paradigma social as elites já vivem com (quase) todos os benefícios presentes no PV
*wiggle finger* hoje em dia as elites já vivem com (quase) todos os benefícios
materiais
presentes no PV. Mas qualidade de vida é maior e engloba benefícios materiais. Estou a pensar nomeadamente no stress. Stress da insegurança. Numa sociedade PV, cortando a raiz de muitos crimes, esses diminuem ou desaparecem. Menos crimes, mais segurança, menos stress. Numa sociedade PV, que te garante a subsistência e o conforto, liberta-te do medo de ficar sem nada (que activa o instinto de sobrevivência), liberta-te da pressão que gera ganância. Por poucas palavras acho que não me tou a fazer entender. Há uma mini-historia "Manna"
http://www.mediafire.com/?x458jegk0jbh2fy
que ajuda imenso a visualizar como uma sociedade PV poderia ser no dia-a-dia. No mínimo é entertaining, já que quem eu conheço que leu, gostaram todos.
Citação de: ballou em Segunda, 31 de Janeiro, 2011 - 13:38
O ser humano é um animal de conquistas
Ha!
Ora aqui está um dos grandes mitos! A natureza humana! Para começar a explorar este mito:
http://www.youtube.com/watch?v=QZcTvFqzxA0#
, mas muito bom mesmo é o primeiro 1/4 do Moving Forward
http://www.youtube.com/watch?v=4Z9WVZddH9w#ws
Citação de: ballou em Segunda, 31 de Janeiro, 2011 - 13:38
Citação de: WurmD em Segunda, 31 de Janeiro, 2011 - 09:20
Citação de: ballou em Segunda, 31 de Janeiro, 2011 - 02:31
Como colocar o mundo a funcionar a uma só voz?
Consenso racional
.
esquecem-se de algo que já escrevi acima: o homem é um animal de conquistas.
Citação de: ballou em Segunda, 31 de Janeiro, 2011 - 13:38
Citação de: WurmD em Segunda, 31 de Janeiro, 2011 - 09:20
Citação de: ballou em Segunda, 31 de Janeiro, 2011 - 02:31
Com que excedente de energia será esse novo mundo construído?
renováveis
(Protótipos e projectos existentes hoje
http://www.youtube.com/watch?v=M2nxCp9Hwxs&feature=&p=42ADE607C49C0E95&index=0&playnext=1#
)
Primeiro os meios renováveis são apenas fontes de energia eléctrica e mecânica. A energia mais importante para a sociedade é a "construtiva", a "moldável",
woa? Aqui não percebi. Tás a falar de plástico? Diz lá outra vez o mesmo por outras palavras.
Citação de: ballou em Segunda, 31 de Janeiro, 2011 - 13:38
Citação de: WurmD em Segunda, 31 de Janeiro, 2011 - 09:20
Citação de: ballou em Segunda, 31 de Janeiro, 2011 - 02:31
No caso de opiniões contrárias à sua aplicação, que medidas serão tomadas para contornar esse problema?
Concenso racional
. Nada disto funcionaria pela força.
O homem é um animal de conquistas
Citação de: ballou em Segunda, 31 de Janeiro, 2011 - 13:38
Citação de: WurmD em Segunda, 31 de Janeiro, 2011 - 09:20
Citação de: ballou em Segunda, 31 de Janeiro, 2011 - 02:31
Como se chega ao fim sonhado pelos Zs e Projecto Vénus, se eles oficialmente apenas fazem "cócegas" a estas questões, ou seja, são questões usualmente quase deixadas ao abandono? E porquê?
É responsabilidade de todos nós encontrarmos soluções
,
O TVP não é um projecto tecnológico. É maioritariamente um projecto social, uma forma diferente de pensar. "A aplicação da ciência às questões sociais".
Um Deus-Ex-Machina sustentado por muitos sonhos de aplicação quase impossível,
(so pra confirmar, o que queres dizer por Deus-Ex-Machina? Fui ver à wiki e acho que é "um desenvolvimento que não leva em consideração sua lógica interna, é inverossímil". é isto?)
Citação de: ballou em Segunda, 31 de Janeiro, 2011 - 13:38
socialmente unificador em vez de salvaguardar a multiplicidade social, cultural e mental
Muito pelo contrário
, aqui novamente a mini-história "Manna"
http://www.mediafire.com/?x458jegk0jbh2fy
é bestial, muito melhor que algumas palavras para o ar.
Uma sociedade PV encorajaria a multiplicidade, para além de a permitir. Enquanto que hoje se reprime a multiplicidade.
«
Última modificação: Segunda, 31 de Janeiro, 2011 - 16:03 por WurmD
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Re: Zeitgeist
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Responder #19 em:
Segunda, 31 de Janeiro, 2011 - 18:51 »
Estamos a caminhar para o ponto sem encontro nesta conversa
Um ponto de vista que defende o que ainda não existe, ou a existir está tão distante da nossa realidade que pode ser adjectivado como um sonho, uma utopia, um romance, que escrutinadas as formas de se o atingir se chega invariavelmente à mesma conclusão: é necessário uma ruptura total com o paradigma actual, ruptura tal, como rezam as histórias de outras rupturas na História, que dificilmente será pacífica e agradável para a sociedade nos moldes actuais (as palavras "políticas" do movimento são uma coisa, a efectividade e profundidade dessas mesmas palavras e alterações conduzem invariavelmente quase sempre para o mesmo caminho, o confronto, talvez por isso seja um assunto quase tabu na retórica do movimento).
Em contraponto com outro ponto de vista mais terreno baseado nos factos dos dias de hoje e em busca não das soluções perfeitas, porque essas existem quase sempre apenas nos livros e nos filmes, mas de soluções que se enquadrem na sociedade e sistema social já em vigor, sem rupturas extremadas e principalmente procurando uma forma de adaptação do sistema e das sociedades que diminua na medida do possível os choques e confrontos sociais.
Deus-Ex-Machina:
Citar
Deus ex machina expressão latina vinda do grego "??? ??????? ????" (apò m?chan?s theós), significa literalmente "
Deus surgido da máquina
".[1].
Sua origem encontra-se no teatro grego e refere-se a
uma inesperada, artificial ou improvável personagem, artefato ou evento introduzido repentinamente em um trabalho de ficção ou drama para resolver uma situação ou desemaranhar uma trama
. Este dispositivo é na verdade uma invenção grega. No teatro grego havia muitas peças que terminavam com um deus sendo literalmente baixado por um guindaste até o local da encenação. Esse deus então amarrava todas as pontas soltas da história[2].
A expressão é usada hoje para indicar um desenvolvimento de uma história que não leva em consideração sua lógica interna e é tão inverossímil que permite ao autor terminá-la com uma situação improvável porém mais palatável
. Em termos modernos, Deus ex machina também pode descrever uma pessoa ou uma coisa que de repente aparece e resolve uma dificuldade aparentemente insolúvel.
Enquanto que em uma narrativa isso pode parecer insatisfatório, na vida real este tipo de figura pode ser bem-vindo e heróico.
In
Wikipédia
Estas definições ajudam a explicar, a meu ver, em parte a forma simplista e facilitista do movimento PV chegar às soluções finais, a existência de um Deus, que nunca é descrito como tal, que nos surge constantemente com o nome de Ciência e Robótica, que são simplisticamente apontadas como a solução final para quase todos os males dos dias de hoje. Por muito importantes que a ciência e a robótica possam vir a ser no futuro, o exagero de apoio para justificar soluções nestas matérias transformam-as em "
uma inesperada, artificial ou improvável personagem, artefato ou evento introduzido repentinamente em um trabalho de ficção ou drama para resolver uma situação ou desemaranhar uma trama
", e pior, dão uma conotação teológica, semelhante à religião New Age, à parte da retórica usada para justificar soluções.
Se tudo no mundo fosse assim de resolução tão simples...
10 anos, só perante uma ruptura social abrupta e potencialmente danosa para as sociedades e para o mundo, algo que colocará irremediavelmente em causa qualquer forma de unificação do pensamento no mundo. 20 anos? É impossível sem os mesmos danos... 50 anos? Já será tarde demais, com os indicadores actuais, e aparecerá numa época em que a complexidade social, que é imperiosa existir para dar forma ao conceito PV, poderá ser algo de tempos passados... Séculos? Talvez quem sabe... Talvez o homem e a sua estrutura social se consigam redescobrir...
Ninguém sabe ao certo quantos mais anos teremos de excedente de energia que serve de sustento à complexidade social, económica e política deste paradigma, mas uma coisa é quase certa, as próximas duas décadas irão fornecer a resposta a esta pergunta. Como acima escrevi, a aplicação do PV durante as próximas décadas conduzirá quase inevitavelmente a confrontos, portanto para mim "thank you but no thanks"!
Em relação ao desperdício inerente às opções do movimento (infra-estruturas e afins), volto a escrever: é um desperdício monumental não adaptar a alteração ao que já existe, mais ainda quando se usa a mesma forma de retórica\solução do PV para sustentar esta afirmação: se com a ciência e robótica conseguem criar um novo oásis, essa mesma ciência e robótica não serve para aproveitar o que já existe e adaptar-se? Apoia-se apenas a evolução em ruptura e deixa-se para trás essa evolução em simbiose?!?!?!
O que escreveste sobre as elites é um sonho, seja ele pessoal ou impregnado no âmago do movimento. A História é boa conselheira e isso arrisca-se a ser caso ímpar ne-la...
Quando me aconselhas a ver o Z3, eu já o vi, e mesmo concordando pontualmente com o que é dito nesse segmento, a retórica de verdade quase inquestionável usada por lá não é algo em que eu me reveja...
Serve também de exemplo como a retórica presente no Z se adapta consoante o segmento que estamos a ver...
As energias "construtiva" e "moldável", são os exemplos do petróleo e do carvão, matérias primas base para quase tudo o que existe manufacturado no nosso mundo...
Uma sociedade massificada dentro do mesmo conceito estrutural social não é uma sociedade viva e dinâmica, por muito que desejem pensar o contrário... a massificação social conduz invariavelmente à massificação do pensamento... e se essa massificação da forma de pensar já é um problema em muitas partes do nosso mundo, como seria ela então se o mundo fosse uma estrutura homogénea e singular? (Uma coisa é o que se deseja, outra bem distinta é o que a História nos ensina... e quem renega a História terá quase sempre um visão deturpada do futuro)
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