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Secção de Debate => Discussão geral => Discussões => Notícias feliphex => Tópico iniciado por: feliphex em Terça, 08 de Setembro, 2026 - 19h21
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BNDES aprova financiamento de R$ 77,5 milhões para processamento de terras raras no Sul de MG
Recursos apoiarão a produção de carbonato misto de terras raras e desenvolvimento de tecnologias de processamento de argilas iônicas.
Por g1 Sul de Minas
08/09/2026
https://g1.globo.com/mg/sul-de-minas/noticia/2026/09/08/bndes-aprova-financiamento-de-r-775-milhoes-para-processamento-de-terras-raras-no-sul-de-mg.ghtml (https://g1.globo.com/mg/sul-de-minas/noticia/2026/09/08/bndes-aprova-financiamento-de-r-775-milhoes-para-processamento-de-terras-raras-no-sul-de-mg.ghtml)
Texto abaixo fonte IA Gemini:
A Viridis Mining & Minerals é uma mineradora australiana de exploração e desenvolvimento mineral que detém um dos projetos de terras raras mais expressivos e estratégicos do Brasil.
O Principal Projeto: Projeto Colossus (Minas Gerais)
Localização: Fica situado no Complexo Alcalino/Planalto Vulcânico de Poços de Caldas (MG).
Tipo de Minério: O depósito é de argila iônica, considerado a "joia da coroa" da mineração de terras raras. Esse tipo de depósito (muito comum no sul da China) permite uma extração mais simples, barata e ambientalmente amigável em comparação com depósitos em rocha dura.
Riqueza em Magnéticos Pesados: O projeto se destaca pela altíssima concentração dos quatro elementos essenciais para ímãs permanentes de alta potência (para carros ecléticos): Neodímio (Nd), Praseodímio (Pr), Disprósio (Dy) e Térbio (Tb).
Fornecimento para o Ocidente: A diretoria da Viridis declarou publicamente a intenção de direcionar sua produção de terras raras purificadas prioritariamente para o mercado norte-americano e europeu, posicionando o Brasil como um hub alternativo para mitigar o quase-monopólio da China na cadeia global.
O Brasil detém a terceira maior reserva mundial de terras raras (atrás de China e Vietnã), concentrando cerca de 21% a 23% do total do planeta. O país é especialmente rico tanto em elementos leves (como neodímio e praseodímio, usados em superímãs de veículos elétricos e turbinas eólicas) quanto em elementos pesados (como disprósio e térbio).
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É o que todos os fazendeiros fazem...
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Itaú conclui alocação de R$ 8,4 bi de 1º leilão do Eco Invest
08/09/2026
https://economia.uol.com.br/noticias/reuters/2026/09/08/itau-conclui-alocacao-de-r84-bi-de-1-leilao-do-eco-invest.htm (https://economia.uol.com.br/noticias/reuters/2026/09/08/itau-conclui-alocacao-de-r84-bi-de-1-leilao-do-eco-invest.htm)
Texto abaixo fonte IA Gemini:
O Eco Invest Brasil (Programa de Mobilização de Capital Privado Externo e Proteção Cambial) é uma iniciativa do Governo Federal, coordenada pelo Ministério da Fazenda em parceria com o Banco Central e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), inserida no âmbito do Plano de Transformação Ecológica do país.
Seu objetivo principal é atrair capital privado internacional para financiar projetos sustentáveis e de transição ecológica no Brasil, mitigando o principal entrave para investidores estrangeiros: o risco cambial.
Financeirização do Clima e Relação com os Bancos
Uma das principais críticas do ponto de vista da esquerda heterodoxa e de movimentos socioambientais é que o programa adota a lógica do Blended Finance (Finanças Mistas), na qual o Estado assume os riscos financeiros para garantir o lucro de bancos e fundos de investimento.
Socialização do risco e privatização do lucro: O mecanismo de proteção cambial utiliza recursos e garantias públicas (como o Fundo Clima) para absorver o risco de desvalorização do Real. Na prática, se o câmbio oscilar fortemente, o custo da proteção é amortecido com garantias governamentais, preservando a rentabilidade das instituições financeiras e dos investidores internacionais.
Intermediação bancária generosa: Como o dinheiro não é distribuído diretamente aos projetos pelo Estado, mas repassado via leilões a bancos nacionais e internacionais, as instituições financeiras ganham margem ao intermediar as operações de crédito e derivativos, garantindo taxas e spreads operacionais.
Priorização do mercado sobre o planejamento estatal: Críticos argumentam que a transição ecológica fica subordinada à lógica do retorno financeiro privado, direcionando recursos para setores que já possuem alta rentabilidade comercial (como grandes usinas eólica/solar ou agronegócio de exportação), em detrimento de projetos sociais de impacto local que não geram fluxo de caixa atrativo para bancos.
2. Riscos de Endividamento de Estados e Municípios
A possibilidade de endividamento subnacional depende da forma como os projetos são contratados, mas os riscos fiscais existem:
Parcerias Público-Privadas (PPPs) e Concessões: Muitas vezes, para atrair investimentos do Eco Invest em saneamento, gestão de resíduos ou transporte público, estados e municípios firmam PPPs. Nesses contratos, o ente público assume contraprestações financeiras de longo prazo. Caso a receita do município caia ou o projeto enfrente problemas operacionais, a dívida contratual pode comprometer o orçamento local por décadas.
Garantias e Contragarantias: Se estados ou municípios atuarem como tomadores diretos de empréstimos ou garantidores de empresas estatais de saneamento/energia, a contração de dívidas em moeda estrangeira ou vinculadas a índices de inflação/câmbio pode gerar uma sobrecarga fiscal em momentos de crise.
Passivos Contingentes para a União: Se a proteção cambial oferecida pelo programa sofrer forte estresse devido a uma desvalorização cambial extrema e prolongada do Real, a União (Tesouro Nacional) pode ser acionada para cobrir os custos do mecanismo, aumentando o endividamento público federal.
3. Dependência Externa e Repatriamento de Lucros
Vulnerabilidade Cambial Estrutural: O programa foca em atrair capital externo para financiar a infraestrutura doméstica. Contudo, os serviços e produtos gerados por esses projetos (como tarifa de ônibus, saneamento ou eletricidade) são cobrados em Reais. A remessa de lucros e dividendos para os investidores no exterior exige a conversão contínua de Reais para Dólares, pressionando a balança de pagamentos do país no longo prazo.
Lógica Neodesenvolvimentista de Atração de Capital: Analistas apontam que a dependência excessiva de capitais especulativos ou investidores institucionais estrangeiros reforça uma posição periférica do Brasil, onde o país fornece os ativos "verdes" e os créditos de carbono enquanto o centro financeiro global abocanha o retorno dos capitais aplicados.
(https://www.confea.org.br/sites/default/files/antigos/marina_coletiva_soeaa_2011.JPG)