Autor Tópico: A Internet deixa-nos mais inteligentes  (Lido 2704 vezes)

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FragaCampos

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A Internet deixa-nos mais inteligentes
« em: Quarta, 07 de Julho, 2010 - 14h25 »
A Internet deixa-nos mais inteligentes

Don Tapscott conduziu um projecto de investigação com um orçamento de quatro milhões de dólares e que envolveu 11 mil jovens em vários países. Os resultados contrariam muitas das críticas comuns ao impacto das novas tecnologias.

Investigador, professor universitário, consultor e autor de vários livros, Don Tapscott, um canadiano nascido em 1947, lançou, em 1997, o livro “Growing Up Digital - The Rise of the Net Generation”.

Mais de uma década depois, e tendo por base um projecto de investigação milionário, voltou ao tema e publicou, em 2008, “Grown Up Digital: How the Net Generation is Changing Your World” (pelo meio, escreveu outros quatro livros sobre o impacto das tecnologias, incluindo, em co-autoria, o best-seller Wikinomics).

Tapscott - que há um ano sugeriu a Barack Obama que pusesse os olhos na iniciativa portuguesa de distribuir computadores aos alunos - esteve em Portugal para a conferência A Escola do Futuro na Era da Economia Digital (organização Diário Económico). Depois da extensa investigação, Tapscott chegou à conclusão de que a maioria das críticas às novas tecnologias é infundada. Mas defende serem precisas muitas mudanças para se aproveitar o potencial da geração que já cresceu online.

Há muita gente a defender que as novas tecnologias estão a criar cérebros preguiçosos, a diminuir a capacidade de atenção e de sociabilização. Há até quem tenha escrito que o Google nos está a tornar estúpidos. A sua posição é que todas estas afirmações são erradas?

Acredito que boa parte do impacto da revolução digital na forma como pensamos, colaboramos e trabalhamos ainda é desconhecido. Mas não concordo, em geral, com quem diz isso. Os dados simplesmente não sustentam essas afirmações. Os jovens são mais espertos do que nunca, o QI está ao nível mais alto de sempre, há mais estudantes a licenciarem-se. Sou contra os argumentos de que os jovens só pensam em 140 caracteres [o limite de caracteres para as mensagens no Twitter] ou têm o nível de atenção de uma mosca.

Mas há um problema. Um terço desta geração é espectacular. Outro terço está a safar-se bastante bem. Mas os que estão em baixo, mesmo em países como os EUA, Canadá ou Portugal, nem sequer estão a acabar o liceu. Sempre foi assim, mas não devia ser. Devíamos ter melhorias nesse último terço, mas isso não está a acontecer. Algumas pessoas culpam a Internet. Mas isso é como culpar a biblioteca pela ignorância dos alunos.

Na sua pesquisa não encontrou nenhuma consequência negativa do uso das tecnologias?

Há todo o tipo de problemas. Os jovens precisam de equilíbrio e às vezes perdem-no. A minha mulher é portuguesa e está a visitar família aqui. Um dos miúdos joga videojogos 40 horas por semana. É demasiado. A privacidade também é outro problema. Os jovens expõem demasiada informação.

E isso é um problema ou é simplesmente uma questão de divisão geracional sobre o que é a privacidade?

Há muitas pessoas que não vão conseguir o emprego dos seus sonhos porque alguém os pesquisou e os viu bêbados [numa foto] no Facebook, ou a dizer algo que não deviam.

Cada um de nós está a criar uma versão virtual de si próprio. E este eu virtual sabe mais sobre nós do que nós próprios, porque nós não nos lembramos do que dissemos há anos. Isto cria uma situação em que a informação pode ser usada contra a pessoa, nomeadamente pelo Estado. Nós não temos problemas, porque temos governos democráticos. Mas ainda sou do tempo em que não havia um governo democrático em Portugal.

Os jovens não estão cientes desses riscos ou simplesmente não querem saber?

A minha pesquisa diz-me que os jovens estão a disponibilizar mais informações do que os mais velhos. Mas um estudo recente do PEW [um centro de investigação e think tank americano] disse que os jovens tinham mais conhecimento sobre os problemas da privacidade do que os mais velhos. Simplesmente porque cresceram a fazer isto. A geração da minha filha (ela está na casa dos 20) tem regras claras sobre que fotos podem ser postas no Facebook. Se numa festa alguém tira uma foto, essa pessoa não a pode pôr no Facebook sem autorização.

Defende que já não há um grande fosso entre gerações. Porquê?

Nos anos 1960 havia um fosso geracional. Havia grandes diferenças entre os estilos de vida, valores, música e ideias dos filhos e dos pais. Mas nós entrevistámos 11 mil jovens em dez países e hoje em dia os pais e os filhos dão-se bem. Quando se pergunta a um adolescente quem é o seu herói, mais de metade escolhe um dos pais. Nos anos 60 seria o John Lennon ou o Che Guevara. O meu iPod e o iPod dos meus filhos têm muitas canções em comum. Já os meus pais nem sequer gostavam dos Beatles.

Mas há potencial para um conflito de gerações. Há potencial para que uma geração expluda de uma forma que fará com que os anos 60 pareçam um piquenique. Já é possível ver isso em alguns países, como o Irão [um dos países mais jovens do mundo, onde mais de dois terços da população tem menos de 30 anos].

Mas o Irão não é um país democrático. Que razões terá esta geração para explodir nos países democráticos?

Que tal 40 por cento de desemprego em Espanha? [O desemprego] é um grande problema. É a geração mais esperta de sempre, é globalizada, tem ferramentas fabulosas. Se não tiver como ganhar a vida, vai começar a questionar o funcionamento da sociedade. E isso é um conflito de gerações.

Um dos seus elogios aos jovens tem a ver com a existência de valores fortes, nomeadamente políticos. Mas os jovens parecem alheados da política, nem sequer estão a votar muito.

O voluntariado de jovens, tanto do liceu como de universitários, está, em muitos países, num nível recorde. Desde angariar dinheiro para a luta contra o cancro, até voluntariado em partidos políticos, passando por manifestações em favor dos direitos humanos na China. Mas esse é um bom ponto: os dados mostram que os jovens estão a votar menos. Excepto nos EUA. A diferença é que os EUA tiveram um candidato que se dirigiu aos jovens [Barack Obama].

Isso foi por causa das ideias ou pelo facto de Obama ter usado todo o tipo de ferramentas on-line, desde o Twitter ao Facebook?

Ambos. Uma das razões pelas quais os jovens não estão envolvidos nas instituições democráticas é o facto de os modelos estarem errados. Temos um modelo de democracia com 100 anos: "Eu sou um político. Ouçam-me. Votem em mim. E depois vou dirigir-me durante quatro anos a receptores passivos." O cidadão vota, o político governa. Isso está bem para a minha geração. Eu cresci a ser um receptor passivo. Cresci a ver televisão 24 horas por semana, como todos os baby boomers. As escolas transmitiam-me informações e eu era um receptor passivo. Ia à igreja, onde era a mesma coisa. Cresci num modelo de família onde a comunicação funcionava só num sentido [dos pais para os filhos]. Mas estes jovens estão a crescer de forma interactiva, habituados a colaborar e a serem activos.

Muitas das instituições, como a escola e a igreja, ainda têm um modelo de comunicação unidireccional.

Isso está a mudar. Lentamente. Estamos aqui por causa desta iniciativa do e-escola. Isto não é uma questão tecnológica. Algumas pessoas pensam que sim, mas estão enganadas. É uma questão de mudar o modelo de pedagogia, afastá-lo do modelo de transmissão unidireccional. Todas as instituições precisam de mudar: a democracia, a aprendizagem nas escolas, os modelos de trabalho.

Acha que esta mudança vai acontecer quando esta geração for mais velha e estiver em posição de poder ou acontecerá antes disso?

Já há tensão. Há uma barreira geracional em muitas instituições. Por exemplo, nos locais de trabalho. Quando os jovens chegam ao mercado de trabalho, têm na mão ferramentas melhores do que as que existem nos governos e nas empresas. Têm toda uma cultura de colaboração. E nós o que fazemos? Fechamo-los em cubículos e tratamo-los como o Dilbert [o personagem criado pelo cartoonista Scott Adams]. Banimos as ferramentas que têm. Há empresas que proíbem o Facebook.

Não há o risco de desperdiçarem tempo com essas ferramentas?

O tempo que os jovens passam online não é roubado ao tempo que passam com os amigos, ou em que estão a fazer os trabalhos de casa ou a trabalhar no emprego. É roubado, sobretudo, à televisão. É isso que os dados mostram. Há quem diga que os jovens ainda vêem demasiada televisão. Mas estão a ver menos e estão a ver de forma diferente. Têm o computador ligado e a televisão é música ambiente, ao fundo. Há quem confunda o monitor da televisão com o monitor do computador. Mas têm efeitos opostos em termos de desenvolvimento do cérebro.

Se os jovens estão no local de trabalho a desperdiçar tempo no Facebook, isso não é um problema de tecnologia. É um problema de fluxos de trabalho, motivação, supervisão. A minha geração não entende a cultura de colaboração, não entende as novas ferramentas e não entende a nova geração. Os blogues, redes sociais, wikis são o novo sistema operativo das empresas.

Apesar de tudo isso, quem cria e determina o funcionamento de muitas das novas ferramentas são pessoas que estão na casa dos 50 anos e não na casa dos 20.

Isso é irrelevante. Não quero saber quem faz as ferramentas. Estamos a falar da primeira geração de nativos digitais. O Steve Jobs [da Apple] e o Michael Dell [fundador da empresa de computadores Dell] já usavam tecnologia quando eram adolescentes, por isso, de certo modo, estavam à frente. Eu comecei a usar computadores quando tinha 25 anos. O período crítico é dos 8 aos 18. E a forma como se passa o tempo nessa idade é, a seguir aos genes, a variável mais importante a determinar o funcionamento do cérebro. Quem passa 24 horas por semana a ser um receptor passivo de televisão tem um determinado tipo de cérebro. Quem passa esse tempo a ser um utilizador activo de informação, tem outro tipo de cérebro, que é um cérebro melhor, mais apropriado ao século XXI.


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« Última modificação: Quarta, 07 de Julho, 2010 - 14h28 por FragaCampos »
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FragaCampos

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Re: A Internet deixa-nos mais inteligentes
« Resposta #1 em: Quarta, 07 de Julho, 2010 - 14h33 »
Tirando o título da notícia que é um pouco infeliz, a entrevista é muito boa e aconselho a todos perderem 5 minutos a lê-la.
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Web-Man

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Re: A Internet deixa-nos mais inteligentes
« Resposta #2 em: Quinta, 08 de Julho, 2010 - 00h16 »
Citar
Um dos miúdos joga videojogos 40 horas por semana.

 :eek: Isto dá quase 6 horas diárias  :eek:





nagol

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Re: A Internet deixa-nos mais inteligentes
« Resposta #3 em: Quinta, 08 de Julho, 2010 - 00h24 »
Foram 5 minutos muito bem "perdidos"!
Ele fez uma constatação que antes não tinha pensado e agora me parece tão obvia, que realmente o tempo que os jovens passam online é roubado, sobretudo da televisão. Faço muito isso: "computador ligado e a televisão é música ambiente, ao fundo"

Gor

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Re: A Internet deixa-nos mais inteligentes
« Resposta #4 em: Domingo, 30 de Janeiro, 2011 - 03h11 »
Não diria que a Internet nos "deixe mais inteligentes". O que sei é que se usada com fins informativos é excelente. Para além disso, ao contrário das rádios, jornais, revistas ou tV's a Internet não tem dono, para o bem e para o mal. Tem muitas burrices (é preciso dizê-lo), tem sites de pedófilos, mas também tem sites como o docs.pt (sem isso quem veria documentários como o Zeitgeist?) Muito menos pessoas que desta forma.
« Última modificação: Domingo, 30 de Janeiro, 2011 - 03h12 por Gor »
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jamaica

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Re: A Internet deixa-nos mais inteligentes
« Resposta #5 em: Quinta, 03 de Fevereiro, 2011 - 17h42 »
A internet não deixa ninguém inteligente, a confirmar isso vê-se na quantidade de fanáticos que acham o zeitgeist a verdade suprema.

Surprise surprise, na minha humilde opinião o zeitgeist faz parte da propaganda illuminati, ou seja, é NWO, e isto leva-me à conclusão sobre o tópico:

a Internet não deixa ninguem mais inteligente, se da parte de cada um não houver um processo mental clínico e um raciocínio científico. IMFO.
Vejam aqui no forum o documentário The Arrivals.

Zeitgeist?
"Be a mature man or woman with the depth-of-character to admit that you've been deceived. You will be respected for your courage and depth of character."

Gor

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Re: A Internet deixa-nos mais inteligentes
« Resposta #6 em: Quinta, 03 de Fevereiro, 2011 - 20h38 »
Não tens de ter opiniões humildes. Posso informar-te (em segredo) que os [assim auto-denominados] "FragaCampos", "Ricas13", "Web-Man", "sermak", "spinky", e "Charles Darwin" são todos «Illuminatis»: é uma sociedade secreta temível, fazem o tracing pelo IP address, estão a tomar o poder sem ninguém ver! (Passe a rima).
Na minha opinião a tua resposta é mais um indicador de que a Internet não nos deixa mesmo nada mais inteligentes. O que é um "processo mental clínico"? Não leves a mal e diverte-te!
Gor

FragaCampos

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Re: A Internet deixa-nos mais inteligentes
« Resposta #7 em: Sexta, 04 de Fevereiro, 2011 - 00h00 »
Cada um fale por si. É preciso ter cuidado quando se diz "A internet não deixa ninguém inteligente". Além de teres de apresentar dados que comprovem essa ousada afirmação, não me parece que convenças alguém com o tipo de mensagem que escreveste.
Segundo a ideia que tenho, inteligência significa "capacidade que um ser vivo tem de assimilar conceitos novos, melhorá-los e tornar melhor a sua vida (e talvez dos outros que o rodeiam)". Neste sentido, sim, a Internet tornou-me numa pessoa incomensuravelmente mais inteligente. E não só. Tornou-me numa pessoa melhor. Por experiência própria, sei que o mesmo aconteceu e acontece com muito boa gente por esse mundo fora.

A Internet, tal como o papel, a prensa tipográfica, a rádio e a televisão antes dela, veio revolucionar a Humanidade a todos os níveis. Para melhor ou pior... cabe a cada um. Com um pião podes maravilhar uma criança ou partir-lhe a cabeça.


A internet não deixa ninguém inteligente, a confirmar isso vê-se na quantidade de fanáticos que acham o zeitgeist a verdade suprema.

Surprise surprise, na minha humilde opinião o zeitgeist faz parte da propaganda illuminati, ou seja, é NWO, e isto leva-me à conclusão sobre o tópico:

a Internet não deixa ninguem mais inteligente, se da parte de cada um não houver um processo mental clínico e um raciocínio científico. IMFO.
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Re: A Internet deixa-nos mais inteligentes
« Resposta #8 em: Sábado, 05 de Fevereiro, 2011 - 00h16 »
Não quero convencer ninguém, nem convertê-los a nenhum movimento. Eu poderia listar cinquenta mil factos, mas quando as convicções são baseadas na fé e nos dogmas, não há nada que possas fazer para convencer as pessoas do contrário. Eu fiz a minha investigação e depois de muito raciocínio crítico (será que tenho de fazer um desenho?) cheguei à minha conclusão.

Quando vi o zeitgeist, tomei as suas ideias e tentei chegar a algumas conclusões. E segui em frente, para o próximo documentário! O zeitgeist não é o fim em si, não é um dogma nem uma fé suprema. É apenas um documentário no caminho para o Enlightenment. Só tento fazer que aqueles que ficaram parados nesse caminho, no apeadeiro chamado Zeitgeist, quando continuem em frente. Farto de fanáticos estou eu..
Vejam aqui no forum o documentário The Arrivals.

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Re: A Internet deixa-nos mais inteligentes
« Resposta #9 em: Sábado, 05 de Fevereiro, 2011 - 01h16 »
Onde é que diz lá em cima no título do tópico "zeitgeist"? O que é que o zeitgeist tem que ver aqui para o assunto? Isso é sequer argumento para justificar a tua afirmação de que "A internet não deixa ninguém inteligente"?

E podes fazer desenhos. Têm é de ser bem feitos para os menos iluminados perceberem...
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Re: A Internet deixa-nos mais inteligentes
« Resposta #10 em: Sexta, 15 de Outubro, 2021 - 01h53 »
"Cresci a ver televisão 24 horas por semana, como todos os baby boomers. As escolas transmitiam-me informações e eu era um receptor passivo. Ia à igreja, onde era a mesma coisa. Cresci num modelo de família onde a comunicação funcionava só num sentido [dos pais para os filhos]. Mas estes jovens estão a crescer de forma interactiva, habituados a colaborar e a serem activos."

rapaz, me identifiquei muito, para meus pais eu ser melhor que eles era um orgulho imensurável, estudar me formar na universidade, "se pode me ensinar, me ensine, pode falar, pode contestar ..." lógico que não de uma forma 100% aberta, mas uma educação bem diferente da que eles devem ter tido ... ainda lembro o dia que eu ensinei minha mãe a rolar a página no internet explorer "é assim, clica e vai para cima e para baixo" se eu tivesse ensinado ela a mexer no smartphone é que eu teria me arrependido amargamente e convivido com essa culpa, a internet (ex: wikipedia) nos deixa MUITO mais inteligentes.
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