Autor Tópico: No End In Sight (2007)  (Lido 3777 vezes)

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Netyon

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No End In Sight (2007)
« em: Sexta, 14 de Dezembro, 2007 - 11h41 »
Depois de ter visto este documentário ontem, acho que merece claramente umas legendas nossas.  :assob:

Excelente visão do conflito instigado pelos americanos, apresentado de forma muito séria e sem sensacionalismos. (isto para aqueles que acham que tudo são "teorias da conspiração".)

Recomendado!!  :good:
« Última modificação: Sexta, 14 de Dezembro, 2007 - 15h57 por FragaCampos »

FragaCampos

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Re: No End In Sight (2007) *LPD*
« Resposta #1 em: Sexta, 14 de Dezembro, 2007 - 14h46 »
É sem dúvida muito bom. Caso eu não tivesse visto o "What Happened to Our Dream of Freedom" ficaria com a nítida impressão que tinha sido 90% de incompetência de um Administração repleta de galifões. Mas incompetência a alto nível. Mas as coisas nem sempre são o que parecem e o que se passa no Iraque não é mais do que uma experiência dos EUA, tal como aconteceu noutras alturas e noutros pontos do globo.
Claro que a experiência nunca prejudica os autores da mesma e do poder instituído. Nunca são os filhos deles que vão fazer uma guerra sem sentido. E os argumentos são sempre os mesmos desde (pelo menos em relação aos EUA) a 2ª Grande Guerra, onde os próprios Americanos tinham conhecimento do ataque de Pearl Harbor e permitiram que acontecesse para arrastar o país para a Guerra.
Para além destas questões, o documentário é o melhor que vi sobre esta questão do Iraque, porque conta todo o processo da invasão e o que (não) foi feito para estabilizar e erguer o país.
De uma forma crua e nua, mostra a impotência dos intervenientes no terreno em relação ao desenrolar dos acontecimentos, e às ordens que vinham de pessoas sentadas em cadeiras em Washington.
Fica-nos a imagem de um país sem rei nem roque, onde vale tudo para sobreviver, onde o fanatismo e o radicalismo encontrou um lugar seguro e a partir do qual se pode disseminar.
Fica-nos a imagem de um país absolutamente destroçado, sem esperança, sem futuro.
Para além da crise humana que se vive no país, ficar-me-á para sempre na retina um dos maiores crimes culturais da Humanidade, quando o Museu de Nacional do Iraque em Bagdad foi pilhado e destruído, e com ele milhares de documentos e história da humanidade, para além de praticamente toda a história do país. Ironicamente... o Ministério do Petróleo foi o único edifício na capital iraquiana a ser protegido por tanques e soldados.
Saiba como pesquisar corretamente aqui.
Como transferir do 1fichier sem problemas de ligação? Veja aqui.
Converta os links antigos e aparentemente offline do 1fichier em links válidos. Veja aqui como fazer.
Classifique os documentários que vê. Sugestão de como o fazer.

gunky

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Re: No End In Sight (2007) *LPD*
« Resposta #2 em: Sexta, 14 de Dezembro, 2007 - 15h06 »
Ja anteiormente quando os americanos lançaram misseis numa base iraquiana instalada mesmo ao lado de um monumento onde tinha nascido a escrita.Era naquele edifico que estavam os registos escritos mais antigos que se conhecem e no entanto os americanos nao tiveram problemas em lançar bombas em cima. Enfim os 2 lados agiram mal, mas em guerra vale tudo...Não adiante dizer que não é correcto
So há duas pessoas em quem eu confio
uma delas sou eu a outra não és tu...

FragaCampos

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Re: No End In Sight (2007) *LPD*
« Resposta #3 em: Sexta, 14 de Dezembro, 2007 - 15h54 »
Não percebi a parte do "Enfim os 2 lados agiram mal" :nah:
Saiba como pesquisar corretamente aqui.
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Re: No End In Sight (2007)
« Resposta #4 em: Sexta, 14 de Dezembro, 2007 - 15h57 »
(Movido para esta secção para debate)
Saiba como pesquisar corretamente aqui.
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Netyon

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Re: No End In Sight (2007)
« Resposta #5 em: Sexta, 14 de Dezembro, 2007 - 17h42 »
É sem dúvida muito bom. Caso eu não tivesse visto o "What Happened to Our Dream of Freedom" ficaria com a nítida impressão que tinha sido 90% de incompetência de um Administração repleta de galifões. Mas incompetência a alto nível. Mas as coisas nem sempre são o que parecem e o que se passa no Iraque não é mais do que uma experiência dos EUA, tal como aconteceu noutras alturas e noutros pontos do globo.
Claro que a experiência nunca prejudica os autores da mesma e do poder instituído. Nunca são os filhos deles que vão fazer uma guerra sem sentido. E os argumentos são sempre os mesmos desde (pelo menos em relação aos EUA) a 2ª Grande Guerra, onde os próprios Americanos tinham conhecimento do ataque de Pearl Harbor e permitiram que acontecesse para arrastar o país para a Guerra.

É uma teoria possível.
Por acaso não tinha pensado nisso como um experiência social ao nível daquelas vistas no "What Happened to Our Dream of Freedom".  :hmmm:
Limitei-me a observar a forma como alguns podem destruir um país inteiro, apenas sob um perspectiva económica, embora as duas estejam de alguma forma interligadas.

Para além destas questões, o documentário é o melhor que vi sobre esta questão do Iraque, porque conta todo o processo da invasão e o que (não) foi feito para estabilizar e erguer o país.
De uma forma crua e nua, mostra a impotência dos intervenientes no terreno em relação ao desenrolar dos acontecimentos, e às ordens que vinham de pessoas sentadas em cadeiras em Washington.
Fica-nos a imagem de um país sem rei nem roque, onde vale tudo para sobreviver, onde o fanatismo e o radicalismo encontrou um lugar seguro e a partir do qual se pode disseminar.
Fica-nos a imagem de um país absolutamente destroçado, sem esperança, sem futuro.

Para mim é aqui que o documentário é bom.
Porque não recorre a teorias ou suposições.
Mostra-nos as coisas como elas se passam (ou passaram) quase sempre com o contributo de alguns daqueles que efectivamente tentaram fazer alguma coisa por aquele povo, e que foram excluídos, incluindo o malogrado Sergio Vieira de Mello.

Para além da crise humana que se vive no país, ficar-me-á para sempre na retina um dos maiores crimes culturais da Humanidade, quando o Museu de Nacional do Iraque em Bagdad foi pilhado e destruído, e com ele milhares de documentos e história da humanidade, para além de praticamente toda a história do país. Ironicamente... o Ministério do Petróleo foi o único edifício na capital iraquiana a ser protegido por tanques e soldados.

Apesar de toda a destruição, miséria, mortes e tudo resto, curiosamente o que mais me chocou foi precisamente a não protecção daquele património, que mais do que do Iraque, pertence (pertencia) a todos nós.
Uma parte importante da história do mundo estava ali naquele museu e nada se fez para o proteger.  :rant:
Não há palavras para comentar algo assim...

Citação de: gunky
Enfim os 2 lados agiram mal, mas em guerra vale tudo...

Aceito que digas isso, porque acredito que ainda não tenhas visto o documentário.
Não defendo o terrorismo ou o fanatismo religioso, mas o que uma parte daquele povo fez foi defender-se do mal que lhes causaram.
Muito deles lutam apenas pela sobrevivência.
Viviam numa ditadura sanguinária, mas hoje vivem dias de terror, sem emprego, comida, água ou electricidade, apesar da enorme riqueza do país ou dos colossais investimentos "feitos" pelo americanos no território.  :nah:
« Última modificação: Sexta, 14 de Dezembro, 2007 - 17h44 por Netyon »

gunky

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Re: No End In Sight (2007)
« Resposta #6 em: Sábado, 15 de Dezembro, 2007 - 01h51 »
Olha se tu reparares numa coisa a maioria das pessoas e capaz de andar a porrada, de ate matar alguem desde que seja pra defenderem-se de algo ou de alguem não é?Com as naçoes trata-se da mesma coisa. India criou armas nucleares porque tem paises vizinhos com arsenal nuclear e podem vir a precisar delas como defesa. Tens exercitos enormes nalguns paises que não estão em guerra nem nada disso mas n entanto estao la pra defesa. Isto e uma aspecto do ser humano quase universal.... Alias se tu fores perguntar a 1 soldado ou guerrilheiro iraquiano ele e capaz de te responder que esta a lutar pela defesa da sua familia, da sua vida. Se tu fores a 1 soldado americano ele provavelmente manda-te argumentos parecidos com Defender o meu pais, defender a liberdade nos EUA, defender o mundo do terrorismo, bla bla.....Acho que mesmo depois de ver o doc continuarei a dizer a mesma coisa....
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Re: No End In Sight (2007)
« Resposta #7 em: Sábado, 15 de Dezembro, 2007 - 09h24 »
Este mundo está mesmo podre :rant:

Os palhaços dos republicanos, como diz o Chavez, "que Deus nos livre desta ameaça!"  Eles tem razão o Iraque era um país lindo... e havia liberdade religiosa... Entretanto o Mr.Danger foi "libertar" o Iraque criando milhares de refugiados, milhares de mortos, levou a classe media do Iraque ao limiar da pobreza, fizeram do Iraque um novo Afeganistão sendo um paraíso para os radicais.

Enfim... como disse um soldado americano: "espero que ao menos dentro 20 anos as mortes de toda esta gente sirva para melhor alguma coisa"

E não disfarceis a verdade com a falsidade, nem a oculteis, sabendo-a.
(2.42) Alcorão
E conhecerão a verdade, e a verdade os libertará.
(8:32 João) Bíblia

FragaCampos

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Re: No End In Sight (2007)
« Resposta #8 em: Sábado, 15 de Dezembro, 2007 - 13h57 »
Gunky, há uma diferença bastante grande entre uma pessoa que luta pela liberdade e para dar de comer à família, e outra que se voluntaria para ir para a guerra, ganhando muito bem e que é enviado para invadir um país baseado na mentira. Ninguém aqui está a defender radicalismos e terrorismo. Apenas chamo a atenção para este tipo de documentários que mostram como e porquê estas coisas acontecem. E este documentário serve exactamente para isso, mostra de uma forma terrivelmente crua e nua a realidade dos acontecimentos, e que no fundo é o espelho da política externa norte-americana.
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Re: No End In Sight (2007)
« Resposta #9 em: Quarta, 19 de Dezembro, 2007 - 22h40 »
Gunky, há uma diferença bastante grande entre uma pessoa que luta pela liberdade e para dar de comer à família, e outra que se voluntaria para ir para a guerra, ganhando muito bem e que é enviado para invadir um país baseado na mentira.

Tenho de deixar aqui uma informação sobre os soldados americanos. Embora eu não possa dar números nem possa dizer que isto representa um grande número de soldados americanos já vi, provavelmente num documentário, de que camada social vêm muitos soldados americanos, das camadas sociais mais pobres e menos educadas. O caso que vi, era de um jovem, com pouca educação, sem prespectivas de futuro e emprego que vê o exercito como uma boa solução para ele. Ele não escolhe porque o quer, ele escolhe porque não vê nada melhor para a sua vida.
Também é de lembrar de como eles recrutam ou apelam aos jovens. Influência pelos jogos de computador, filmes, publicidade, etc. e os recrutadores que andam pelos centros comerciais que já sabem que têm mais hipóteses de arranjar recrutas nas zonas mais pobres.

Poucos soldados são os que se alistam por liberdade e depois de se alistarem também pouco interessa porque se alistaram, são carna para canhão.

Ainda não vi os documentários, a mula ainda tem muita que sacar antes :\

FragaCampos

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Re: No End In Sight (2007)
« Resposta #10 em: Quarta, 19 de Dezembro, 2007 - 23h16 »
Sim, provavelmente viste isso no "Why We Fight", mas há outros que mostram essa realidade.
Não sei se era essa a tua intenção, mas o que eu disse e o que tu disseste não são pontos discordantes. O que eu quis dizer é que pobres ou não, são recrutas que vão para a guerra, enviados na base da mentira, para ganhar dinheiro e construir uma carreira. Já o mesmo não se pode dizer do outro lado.
Chega a ser obscena a forma como recrutam os jovens na rua, aliciando-os para irem para a guerra servir de carne para canhão como tu disseste.
É triste que num país que se diz o mais poderoso do planeta, a única forma de arranjar educação e uma vida decente é invadindo outro país e roubando-lhe literalmente os seus recursos.
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Re: No End In Sight (2007)
« Resposta #11 em: Quinta, 20 de Dezembro, 2007 - 01h18 »
Foi mesmo nesse documentário :)
Tens razão, percebi mal o que querias dizer. Sim, concordo contigo.

Enfim, gostava que mudassem de atitude o mais depressa possível mas este modo de ser já está tão enraizado que é bastante difícil e mudanças drásticas normalmente fazem muitos estragos.