Autor Tópico: Moon For Sale  (Lido 2649 vezes)

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FragaCampos

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Moon For Sale
« em: Sábado, 15 de Março, 2008 - 01h49 »
Existem períodos na História da Humanidade, que mudam o seu curso para sempre.
Mas normalmente, essas mudanças são fruto de sementes lançadas por mentes brilhantes. Visionários, que não tinham medo, vergonha ou dúvidas em revelar os seus sonhos, e com isso o futuro.
Lembro-me de Júlio Verne, da Vinci, Newton, Kepler, Einstein. Isto só para citar os mais conhecidos, porque a lista é interminável.
Isto para dizer que quando vi este documentário, tive uma sensação estranha, em que pressenti uma mudança que irá ocorrer num futuro próximo, e mudar uma vez mais a vida humana como a conhecemos. Falo da exploração e colonização extraterrestres. Parece uma frase saída de um livro de ficção científica, mas é uma realidade actual, e pelos vistos irreversível. O Homem vai voltar à Lua. E desta vez é para ficar.
E o tema não podia ser mais interessante. O que nos leva a ir à Lua? Porque começou uma nova e acelerada corrida ao espaço? Os EUA já treinam cosmonautas, preparam planos para um novo foguete e esperam começar uma base já em 2015. Os Chineses, os Russos e os Europeus, também estão na corrida.
A certa altura dizem no documentário, que se a superfície lunar estivesse coberta de barras de ouro, não compensava ir lá buscá-las em termos monetários.
Então de que se trata? Vejam o documentário :) Para aqueles que se debatem com o problema de ausência de legendas em português, quem sabe se elas não aparecem um dia destes :tth:

Se vier a revelar-se uma realidade, como tudo indica, será um virar de página, e um novo início para o nosso planeta.
Como sempre, para o bem ou para o mal. Depende sempre da nossa escolha como espécie.
E sonhar com um futuro melhor não faz mal a ninguém, que o diga Júlio Verne ;)

Já agora, o documentário pode ser encontrado aqui.
« Última modificação: Sábado, 15 de Março, 2008 - 18h12 por FragaCampos »
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Netyon

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Re: Moon For Sale
« Resposta #1 em: Sábado, 15 de Março, 2008 - 09h37 »
Como ainda não o vi, não me posso alargar em comentários, mas convenhamos que nos tempos de hoje ver governos a trabalhar com um objectivo, quando aparentemente o retorno económico não é uma prioridade, dá que pensar.

Só não sei é se isso poderá ser um bom indicador ou se será consequência de outros problemas mais graves...  :hmmm:

FragaCampos

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Re: Moon For Sale
« Resposta #2 em: Sábado, 15 de Março, 2008 - 11h30 »
Só não sei é se isso poderá ser um bom indicador ou se será consequência de outros problemas mais graves...  :hmmm:

Claro. E o documentário aborda também essa questão. O que o torna ainda mais interessante. O facto de explorarmos o espaço exterior sem termos conseguido ainda primeiro viver em harmonia na Terra, e num momento em que somos a espécie mais desarmoniosa do planeta, levanta muitas questões. Económicas, claro, mas também éticas. Afinal de contas (lá está ele a bater no ceguinho :D) ninguém gasta biliões de euros (sim, este é o bilião europeu :D) para ir ver as vistas e trazer rochas bonitas para a Terra...
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Netyon

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Re: Moon For Sale
« Resposta #3 em: Sábado, 15 de Março, 2008 - 16h27 »
Pronto, mais um para a lista interminável de docs a ver!  :tth: :wall:

kirin

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Re: Moon For Sale
« Resposta #4 em: Terça, 18 de Março, 2008 - 21h39 »
Este está definitivamente na lista de docs a ver. O tema é realmente interessante, e penso que há muita gente interessada no assunto apenas pelo prazer do conhecimento, incluindo a grande maioria das pessoas que fazem com que isto seja tecnicamente possível. Mas como referia (indirectamente  :P) o Netyon, não me agrada nada que isso esteja dependente, em grande parte, de fundos provenientes de instituições com interesses potencialmente mais obscuros.

Mais comentários só depois de ver o doc  :D

Netyon

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Re: Moon For Sale
« Resposta #5 em: Sexta, 28 de Março, 2008 - 10h05 »
Pois, bem me parecia que isto não podia ser só boa vontade.  :tth:

Eu já tinha encontrado referências a esta espécie de fusão nuclear limpa, mas não sabia que uma parte da solução poderia estar na lua!!

Muito interessante também a possibilidade de se criar água.
Se for tal e qual como foi sugerido no documentário, talvez esteja resolvido um dos maiores problemas para as bases fora do planeta Terra.

Um dos problemas que encontro, e perante o evidente avanço nesta corrida, é se esta actual especulação à volta do petróleo não será a derradeira forma de maximizar os lucros antes da entrada em queda da utilização deste combustível.

É que se tudo correr como previsto, muito em breve (10 a 20 anos) teremos novas formas de produção de energia muito mais "potentes", o que originará o fim do mapa do mundo energético tal como o conhecemos na actualidade.

Estarão as indústrias petrolíferas a viver a parte final do seu "reinado"?
Que consequências terá na economia e nas guerras do Médio Oriente?
E ainda mais importante, quem ganhará esta nova "corrida ao ouro" e que implicações terá isso na supremacia económica das grandes nações?
 :hmmm:
« Última modificação: Sexta, 28 de Março, 2008 - 10h07 por Netyon »

kirin

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Re: Moon For Sale
« Resposta #6 em: Terça, 01 de Abril, 2008 - 22h21 »
Bem... finalmente vi o programa :)

Embora pense que o programa em si esteja um pouco abaixo do normal do Horizon (e "um pouco abaixo do normal" continua a ser muito bom), o tema é sem dúvida interessante e cada vez mais importante.

Um dos aspectos em que achei que o programa não esteve perfeito foi ao abster-se de falar das possíveis consequências negativas (se ainda não viram, mas vão ver, parem de ler aqui  :tth:).

Pelo que conheço do assunto, qualquer coisa como 3 viagens de ida e volta por ano permitiriam satisfazer as quantidades necessárias para todo o planeta. Mesmo assumindo um grande aumento do consumo e a eliminação de todas as outras formas de energia (muito improvável), 5 ou 6 missões por ano garantiriam isso. Ora, sabendo que neste momento, a lista de interessados inclui, pelo menos, EUA, Rússia, China, Índia, UE e Japão, já só sobra uma viagem para cada um. Se estes quiserem mais, se os privados se juntarem ou se outros países entrarem na corrida, pode ocorrer o excesso de produção mais ruinoso da história. Que melhor pretexto para uma nova luta de galos chamada 3ª Guerra Mundial?

Por outro lado, os custos seriam astronómicos (está bem, façam lá a piada...). E se pode ser rapidamente amortizado por quem "ganhar", também poderá levar à ruína quem "perder". Pessoalmente, acharia mais sensato usar alguns desses fundos para, por exemplo, fomentar a investigação na energia solar. Há uma série de melhorias no horizonte que podem torná-la tão ou mais importante que a energia de fusão, como a diminuição drástica do preço, o aumento da eficiência atraves de vários métodos, ou o desenvolvimento de painéis finos e/ou transparentes (chamemos-lhes janelas :)). Este estudo também poderia trazer vários "efeitos colaterais", sendo que o que me parece mais interesse é o da melhoria dos processos de dessalinização da água.

O último aspecto que me ocorre tem a ver com a própria energia de fusão. Por vezes, o programa parece dar a entender que há vários reactores prontinhos aqui na Terra, que só esperam o próximo carregamento de hélio-3. No entanto, a exploração comercial, que eu saiba, não é algo que seja realisticamente possível a curto prazo, e quase certamente que não no prazo de 10 a 15 anos referido no programa. E isso traria mais um investimento brutal, como já está a acontecer com o ITER ou com o NIF. Não deixa de ser curioso que sendo o ITER o grande projecto mais avançado nesta área, os EUA tenham agora cortado, pelo menos temporariamente, a atribuição de fundos.

Isto não quer dizer que me oponha à investigação na energia de fusão (bem pelo contrário), e muito menos à exploração espacial. Mas acho que esta "exploração" deve ser feita no sentido positivo do termo, e não (somente) na sua vertente económica e política.

FragaCampos

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Re: Moon For Sale
« Resposta #7 em: Quinta, 10 de Abril, 2008 - 01h03 »
É. Este documentário, para além de estimular a imaginação, levanta questões, que a meu ver, são importantes e no mínimo desafiadoras. Os aspectos éticos e morais são um pouco óbvios, mas as vertentes económicas e geopolíticas aqui colocadas são-no provavelmente ainda mais. Isto porque como bem sabemos, ninguém dá nada a ninguém e na referida luta de galos, o futuro e o seu acautelamento parecem não ter lugar. A questão petrolífera vai moldar o nosso futuro próximo e o o que virá a seguir ainda é uma incógnita. A instabilidade no Médio Oriente parece ter vindo para ficar (pelo menos enquanto o petróleo continuar a ser rei) e o novo mapa geopolítico e religioso parecem ter uma palavra a dizer nos próximos 10 a 15 anos, no futuro de um planeta cada vez mais globalizado e interdependente. A ver vamos, como diz o cego.

Pessoalmente, estou de acordo com o kirin quando refere que era preferível apostar forte primeiro nos recursos renováveis que temos em mão. Mas esses recursos não geram monopólios globais e não são pertença de meia dúzia de "senhores", e que por isso não são tão aliciantes. São recursos que poderão estar disponíveis a qualquer um, que podem resolver a dependência das pessoas em relação às empresas, e principalmente acabará com a exploração sem escrúpulos dos recursos naturais do Terceiro Mundo. A tecnologia em desenvolvimento parece apontar para aí. A ida à Lua com o objectivo revelado no documentário é aliciante e estimula muitas áreas e economias. Mas fica no ar a impressão que, como também já foi mencionado, não seja pelas melhores intenções.
Não conheço o ponto de situação em relação à investigação da energia de fusão, mas oxalá que possa tomar o lugar do petróleo no futuro (o prazo apresentado pelo programa, também me parece um pouco irrealista), pois as energias renováveis não parecem, dizem eles, poder suprir todas as necessidades energéticas do planeta.
Mas é curioso que tanto no "Uma Verdade Inconveniente" como noutros documentários sobre o assunto, falam em alternativas que existem e que são eficazes. Nos Estados Unidos bastavam 100 km quadrados de painéis solares para suprir as necessidades energéticas domésticas do país, o mesmo acontecendo com as mais recentes turbinas eólicas. No Reino Unido, 10 km quadrados de mar bastavam para fornecer energia a todas as casas do país durante um mês, aproveitando a energia das ondas.
Há, por isso, um grande caminho a percorrer. Mas também nos cabe a nós, como consumidores, exigir o melhor para nós e para o planeta. Quanto mais pessoas se preocuparem em poupar energia e em optar por alternativas, quanto mais pessoas se preocuparem em educar os seus filhos para um futuro que não se avizinha fácil, mais probabilidades teremos de ultrapassar os problemas energéticos resultantes de um consumo cada vez maior de energia, que sai caro a todos nós.
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