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Um ponto é que “ganhar” a guerra não é só contar quilómetros de território no mapa, mas também como é que se chega lá e com que custos humanos e materiais.Se olharmos para os dados mais recentes sobre o Lend-Lease, até o próprio Stálin admitiu em 1943 que, “sem as máquinas recebidas pelo Lend-Lease, teríamos perdido a guerra”, referindo-se a camiões, locomotivas, combustível de aviação e matérias-primas críticas que permitiram à URSS manter a frente e depois lançar ofensivas mecanizadas em 1944–45. Em 1945, de facto, Moscovo sai com um império estendido do Báltico ao Pacífico, com zona tampão no Leste europeu, mas essa expansão veio depois de perdas demográficas e destruição interna numa escala incomparavelmente maior do que a dos EUA ou mesmo do Reino Unido.Ou seja, dá para argumentar que Stálin foi o “maior vencedor territorial”, mas à custa de ser também o lado mais devastado e fortemente dependente de ajuda externa num momento-chave da guerra, o que complica bastante a ideia de uma vitória exemplar.