Autor Tópico: Lixo nos canais de "documentários"  (Lido 15996 vezes)

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nagol

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Re: Lixo nos canais de "documentários"
« Resposta #20 em: Quinta, 08 de Novembro, 2012 - 22h57 »
Já eu sou como São Tomé. Ver para crer. :tth:

haha eu também quero ver para descrê que é ruím, pois o History não tem crédito, mas deixo a sinopse

HISTORY estreia a série épica sobre o surgimento da civilização

Produção levou dois anos para ser concluída e traz depoimento dos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Cesar Gaviria, entre outros expoentes de nossa era
Dos produtores de A Saga dos Estados Unidos, Humanidade: A História de Todos Nós, a nova série do HISTORY, é o relato épico do surgimento da civilização. Longe de ser apenas uma citação de nomes e datas, o programa se propõe a apresentar o perigo, a ação, as lutas, o heroísmo e a adrenalina envolvidos em diversas conquistas do Homem.

A série de 12 episódios de duas horas de duração cada, que estreia dia 14/11, quarta-feira, às 22h, parte do início da civilização na Mesopotâmia e segue até a descoberta da América, revelando os acontecimentos que levaram à formação do mundo moderno.

O projeto de Humanidade: A História de Todos levou dois anos para ser finalizado e é uma das produções mais completas já realizadas sobre o tema para a televisão. A equipe de produção passou por China, África do Sul e Marrocos em busca das origens da história do homem como ser social. Humanidade também recorre aos depoimentos de importantes figuras latino-americanas como Fernando Henrique Cardoso, o rabino e ativista social Sergio Alejandro Bergman, o filósofo Alejandro Rozitchner, o economista Carlos Melconian, o historiador Félipe Pigna, o escritor e jornalista brasileiro Eduardo Bueno, o primeiro astronauta brasileiro Marcos Ponte, Pelé, o matemático e filósofo Antanas Mockus, o ex-presidente colombiano César Gaviria, a escritora Guadalupe Loaeza e o cientista Enrique Ganem, entre outros, dão seu ponto de vista sobre o que representa ser parte daquilo que se entende por espécie humana.

Por meio da geologia, astronomia, meteorologia e física, a produção vasculha os eventos e invenções que datam milhões de anos. Entre os temas tratados estão a descoberta do fogo, a arte, a agricultura, a vestimenta, as pirâmides, a guerra, a domesticação de animais, a criação do bronze e do ferro, a democracia, a Bíblia, China, o alfabeto, o cristianismo, as ferrovias, as drogas, o plástico e os antibióticos.

Para dar início à jornada pelos períodos mais prolíficos dessa história, no dia 14/11, quarta-feira, às 22h, o HISTORY exibe a primeira parte do primeiro episódio, Inventores. No planeta Terra, uma espécie única dá seus primeiros passos – a Humanidade tem seu início. Contudo, num mundo cheio de perigo e ameaçado de extinção, o homem inova para sobreviver e descobre o fogo e a agricultura,construindo cidades e pirâmides, inventando o comércio e dominando a arte da guerra. De pequeno ser sujeito à ação de predadores, transforma-se em criatura dominante.

Homens de Ferro, segunda parte que vai ao ar em seguida, às 23h, traz um misterioso bando de piratas que rouba a costa Mediterrânea e deixa a destruição em seu caminho. Os Impérios caem, mas a partir do caos vem o advento do ferro. Armados com estemetal, pessoas comuns conseguem derrubar tiranos e construir a nova ordem mundial. Na Babilônia, o poder do povo remodela a Humanidade.

Sinopses dos próximos episódios:

Episódio 2

Impérios - Em Jerusalém, Jesus de Nazaré é crucificado. Sua morte inicia uma religião global. Mas o cristianismo nunca poderia ter nascido sem o Império Romano. Uma ampla rede de rotas marítimas permite que produtos e ideias viajem por três continentes. A mensagem de Jesus transforma a humanidade. Hoje, uma entre cada três pessoas no planeta são cristãs.

Guerreiros - Quando Roma é destruída pelos bárbaros, a Europa entra em um período obscuro. Duas províncias do antigo império se transformam em duas novas forças a resgatar o mundo. Os árabes, financiados pelo ouro, se unem pela bandeira do Islã. Os vikings renovam as cidades da Europa, viajam à América e se transformam em cavaleiros cristãos. O cenário está montado para um novo choque de civilizações, as Cruzadas.

Episódio 3

Praga - Genghis Khan, o guerreiro mais sanguinário da história, destrói o sul, desde a Mongólia até a China, e cria um império poderoso, deixando para trás 40 milhões de cadáveres. Mas um assassino maior assola a humanidade - a praga. Viajando pelas rotas comerciais mongóis, a doença causa estragos na Ásia, transformando-se no maior desastre biológico da história. No entanto, as Américas não são afetadas e prosperam.

Sobreviventes - O ouro da África dá impulso ao renascimento da Europa. O dinheiro flui em Veneza, criando novas oportunidades para empresários dispostos a assumir riscos. Na China, uma nova arma, a pistola, possibilita um levantamento camponês para unificar o país. As inovações chinesas inspiram a Europa, onde é criada a imprensa. Milhões de livros são impressos. Um deles inspira uma viagem ao Novo Mundo.

Episódio 4

O Novo Mundo - Os astecas construíram um império poderoso que domina a América Central, mas que acaba por ser destruído por causa de um efeito dominó. A sete mil milhas de distância, na atual Turquia, o grande centro comercial de Constantinopla é invadido por um exército islâmico. Os europeus se apressam para encontrar uma nova rota para o Oriente. Cristóvão Colombo chega à América e descobre ouro. Num período de 30 anos, os astecas são vencidos.

Tesouros - Nos Andes, os espanhóis encontram a maior mina de prata do mundo e descobrem as moedas que transformaram a economia global. Chegaram aos cofres do tesouro dos piratas e fomentaram o auge do mercado de valores. Eles ajudaram a pagar a construção do Taj Mahal. O rápido incremento comercial levou milhões de pessoas ao Novo Mundo como escravos. Mas um grupo de peregrinos tornou-se pioneiro na busca da liberdade.

Episódio 5

Pioneiros - Empreender a humanidade em uma nova era de exploração. Na América do Norte, Sibéria e Austrália, as antigas tradições desaparecem graças ao comércio e à ciência. Dentro de cem anos, o medo irracional que produziu a caçada às bruxas começa a se dissipar e o mundo começa a respirar liberdade. A batalha pelo mundo moderno começa.

As Revoluções - A Revolução Americana inspira sonhos de liberdade política e pessoal. A Revolução Industrial agita a força muscular com máquinas, liberando a humanidade dos limites da natureza. Mas a doença, um antigo inimigo, se expande em cidades industriais. Com a Guerra Civil Americana, as duas revoluções se enfrentam. A primeira guerra industrial é a batalha para definir a liberdade.

Episódio 6

Velocidade - O final da Guerra Civil permite à humanidade acelerar. Essa é a era da inovação, transformação e produção em massa. Todos creem que "qualquer coisa é possível". O Japão se transforma de sociedade feudal em superpotência industrial num período de 50 anos. Mas o progresso tem o outro lado. A demanda de borracha arruína a África. E o desejo de construir coisas maiores, mais rápidas e melhores, pode conduzir a um desastre descomunal.

Novas Fronteiras - A humanidade adquire poderes divinos: alimentar milhões de pessoas, remodelar a paisagem e mudar a engenharia do corpo humano. O maior poder de todos recai sobre Hiroshima, no dia 6 de agosto de 1945. Mas, ao mesmo tempo, nos conectamos como espécie. Há 100 mil anos, havia poucos de nós nas savanas africanas. Hoje, existem sete bilhões de pessoas em todo o mundo. Tem sido uma viagem surpreendente!

FragaCampos

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Re: Lixo nos canais de "documentários"
« Resposta #21 em: Quinta, 30 de Maio, 2013 - 23h36 »
E a chegar-se a velocidade meteórica do topo da lista:
"America Unearthed", o novo mega-lixo-sucesso do Canal História.

Não sei como hei-de adjectivar isto, mas creio que ganharia uns prémios se estivesse na categoria de comédia. O problema é que o apresentador acredita mesmo no que diz...
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doro_boy

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Re: Lixo nos canais de "documentários"
« Resposta #22 em: Sábado, 23 de Novembro, 2013 - 03h58 »
« Última modificação: Sábado, 23 de Novembro, 2013 - 04h00 por doro_boy »
"Quem olha para fora sonha, quem olha para dentro desperta."  Carl G. Jung

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charlesleg

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Re: Lixo nos canais de "documentários"
« Resposta #23 em: Sábado, 23 de Novembro, 2013 - 05h30 »
Hahaha :lol:, muito bom !

67 ''Alienígenas'' não gostaram :tth: !!

charlesleg

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Re: Lixo nos canais de "documentários"
« Resposta #24 em: Sábado, 23 de Novembro, 2013 - 05h34 »
OBSERVAÇÃO !

History Channel não tem mais condições no Brasil, é um Doc bom por mês e olha lá !

VitDoc

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Re: Lixo nos canais de "documentários"
« Resposta #25 em: Sábado, 23 de Novembro, 2013 - 11h02 »
OBSERVAÇÃO !

History Channel não tem mais condições no Brasil, é um Doc bom por mês e olha lá !

Sinceramente, está tudo muito mal servido. Não rodo pela programação do HC há mais de 6 meses. O DC ainda passo dia ou outro para ver algum episódio "inédito para mim" de Ciência viva ou Feras da Engenharia. O NatGeo descola, de vez em quando, algum doc mais interessante na seção NatGeo Wild ou NatGeo Hits, mas normalmente são docs de curta duração. Não entendo por que essa mania do NatGeo de transmitir docs "nacionais". Não tenho nada contra a iniciativa mas, o que é aquilo? Parece que é feito "às coxas"...

Já que é para falar de tudo, vamos virar logo a caçamba...A TV Cultura tem aquela seção muito boa de docs, mas normalmente só passa de madrugada, ou seja, só para quem grava... A TV Escola sempre passa coisa interessante, mas ultimamente tem estado com a programação muito repetitiva e a maioria dos programas tem duração muito curta - alguns de até 5 minutos, 20 minutos.

E quanto ao Civilization, Science? Tudo bem, sei que os canais, por não estarem totalmente integrados no setor brasileiro, têm muitos programas em inglês mesmo. Mas e quanto aos legendados? Minha nossa... A legenda atrasa feio, traduz errado e, para coroar o bolo, mais de metade das falas que vi está sem legenda...

Ow zica em que estamos...
« Última modificação: Sábado, 23 de Novembro, 2013 - 11h03 por VitDoc »
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Re: Lixo nos canais de "documentários"
« Resposta #26 em: Sábado, 04 de Outubro, 2014 - 16h42 »
Para reavivar, deixo a programação de hoje do History Channel. Muito edificante! Ohh!   :rofl:


« Última modificação: Sábado, 04 de Outubro, 2014 - 16h43 por ibbins »
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nagol

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Re: Lixo nos canais de "documentários"
« Resposta #27 em: Sábado, 04 de Outubro, 2014 - 17h09 »
para o padrão do History a grade de hoje ta melhor, tem HOUDINI, geralmente tem trato feito

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Re: Lixo nos canais de "documentários"
« Resposta #28 em: Sábado, 04 de Outubro, 2014 - 17h11 »
Hahahahahaha!

Passe pelo Discovery Channel hoje pra você ver uma tremenda programação! Mais parece o Discovery Turbo misturado com aquele seriado Plantão 24 horas...
« Última modificação: Sábado, 04 de Outubro, 2014 - 17h14 por VitDoc »
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Re: Lixo nos canais de "documentários"
« Resposta #29 em: Sábado, 04 de Outubro, 2014 - 18h38 »
Ótimos Documentários. Trato Feito pra mim é excelente, aprendo muito assistindo o Programa, Caçadores de Relíquias falo a mesma coisa. E Muitos Outros, você pode não gostar da história por cada material, mas aposto que tem milhares de pessoas que adoram programas deste Tipo. E Sim, são Documentários. Aprende-se muito mais vendo programas assim que muitos "documentários" por aí que se dizem ser. :good:
« Última modificação: Sábado, 04 de Outubro, 2014 - 18h39 por Hugo Barbosa »

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Re: Lixo nos canais de "documentários"
« Resposta #30 em: Segunda, 06 de Outubro, 2014 - 14h02 »
No Brasil, há um ditado que diz : "cada cabeça, uma sentença", quer dizer...cada um responde por si.
Em relação à documentários que são exibidos em TV aberta, ou mais profusamente no cabo, são das TVs comerciais à cabo.
No mundo, quem domina as produções desses canais de comunicação pagos, são os americanos. Eu não confundo coisas "factuais" e "cultura inútil", com trabalhos bem elaborados e principalmente consistentes com a lógica e registros históricos de fatos, com "achismos" e dilúvio do fantasias que agradam o mundo das pessoas carentes de objetivo válido,... e dispostas à sedução do que é "facil"
Enfim : Americanismo midiático sensacionalista, distração noturna, e detalhamento da inutilidade cultural,.... não é minha praia.

[]s.

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Re: Lixo nos canais de "documentários"
« Resposta #31 em: Domingo, 12 de Julho, 2015 - 17h36 »
Esta eu tinha de partilhar. :lol:

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Re: Lixo nos canais de "documentários"
« Resposta #32 em: Domingo, 12 de Julho, 2015 - 17h48 »
Hahahahaha, dessa eu não me recupero.
 :rofl: :rofl: :rofl:
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Re: Lixo nos canais de "documentários"
« Resposta #33 em: Domingo, 12 de Julho, 2015 - 19h04 »
Sempre dá para nos divertirmos um bocado!  :lol3:
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charlesleg

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Re: Lixo nos canais de "documentários"
« Resposta #34 em: Domingo, 12 de Julho, 2015 - 20h49 »
HAHAHA, MUITO BOM, REALIDADE PURA !

FragaCampos

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Re: Lixo nos canais de "documentários"
« Resposta #35 em: Segunda, 11 de Janeiro, 2016 - 23h46 »
Um texto que me parece enquadrar-se na perfeição neste tópico.

Por António Santos.



Resposta às perguntas do Canal de História
segunda-feira, 15 de junho de 2015


«Será isto uma prova da existência de uma raça pré-histórica de gigantes?» corte para animação em 3d «E terão esses gigantes construído... as pirâmides do Egipto?!» imagens de arquivo de pirâmide sob efeitos de pós-produção de filme barato de terror «E será que os lendários gigantes não eram seres humanos deformados, mas extra-terrestres vindos do espaço?» sequência rápida de fotografias de obras de arte antiga, de várias civilizações...

Tantas perguntas, tão poucas respostas, diria Brecht. Acabo de assistir a isto no National Geographic Channel. Podia ser só má televisão, mas é muito mais do isso, é a liberdade de fazer as mais absurdas e perigosas perguntas, a despeito de milhares de anos de respostas dadas, pensadas e trabalhadas, intoxicando as futuras gerações com fumos digitais da formidável nova idade das trevas.

Os canais de televisão estado-unidenses que antes passavam documentários, hoje passam reality shows. Onde antes se podia ouvir historiadores, agora apre(e)nde-se sobre camiões, armas e outras curiosidades. Alguns exemplos revestem-se de óbvia transcendência cultural, dizendo mais sobre a sociedade em que vivemos, que volumes de sociologia: apenas sobre prisões, temos, actualmente, a liberdade de escolher entre «Mulheres atrás das grades», «Presos no estrangeiro», «Prisões americanas», «Fugas da prisão», «Prisões de alta segurança» e «Prisões: bastidores». Mas, ponto de ordem à mesa, se eventualmente parecer trocista esta singela ideia, de ter a liberdade de escolher o programa sobre prisões, desenganemo-nos... que os tipos que mandam nisto têm mais inteligência que sentido de humor.

Afinal que sociedade livre é esta, que vive obcecada por estar presa? Entretanto, nestes mesmos canais, são zero os programas sobre literatura. É que dá-se que o formato do reality show evadiu-se, já há mais de uma década, dos matadouros de inteligência onde eram guardados, assaltando de supetão toda a televisão e a internet das massas. E como as consequências desta transformação vão muito além do óbvio, debrucemo-nos sobre alguns exemplos vívidos. O reality show não se compadece de método, nem estudos nem tampouco pode aguardar por conclusões científicas: exige permanentemente mais acção e novas descobertas, sempre e agora. Em virtude desta pressa, os programas sobre a vida selvagem que antigamente nos mostravam o resultado, longamente arquitectado de semanas de estudo e trabalho de campo, reclamam agora uma violação, violenta e imprevisível, da ordem das coisas: onde estava o documentário onde se observava a vida de uma serpente, insuspeita da presença das câmaras, agora assiste-se (sim, assiste-se) a um marialva que perturba a serpente no seu habitat natural, forçando-a a engoli-lo vivo, num fato especial produzido para o efeito, para gáudio ou náusea do público. A ciência dá lugar à aventura e o cientista cede passagem ao explorador, normalmente um labrego simpático com indisfarçáveis matizes jingoistas.

O reality show, por outro lado, não tem quaisquer pretensões históricas ou científicas, embora fale de história e de ciência. É apenas entretenimento, esgrime num sorriso amarelo. E isso dá-lhe o direito de mentir, deturpar, confundir e alienar-nos a todos. Vejamos outro exemplo: quem experimentar, a qualquer hora do dia, passar a correr entre o National Geographic, o Canal de História ou o Discovery Channel, entre outros possíveis, encontrará certamente pelo menos um programa sobre compras e vendas. Num, compram-se antiguidades que são, depois, vendidas em segunda mão, noutro, seguimos o quotidiano de uma família que opera uma loja de penhores, noutro ainda, acompanhamos o trabalho das pessoas que compram armazéns repletos de coisas perdidas ou abandonadas. À superfície, pode parecer que isto terá pouco de ideológico, para além do claro endeusamento do dinheiro e do insinuado fetiche com o comércio, mas, novamente, é muito mais do que isso. É que, surpresa das surpresas, os protagonistas destes reality shows comentam as coisas que compram e vendem, dão apontamentos históricos, tecem comentários políticos e procuram resumir tudo, de Darwin à revolução francesa passando pela URSS, em burlescas aulas de quatro a dez segundos.

À medida que o capitalismo retira ao ensino público todas as faculdades democráticas e culturais dispensáveis à produção, são, progressivamente, estes veículos os principais formadores ideológicos, filosóficos e históricos das massas. Que defesas tem um adolescente que, ligando o CANAL DE HISTÓRIA, escute um «autor» a dizer-lhe que Hitler teve contacto com extra-terrestres? Que contraditório tem o documentário que explica que o holocausto aconteceu por uma qualquer mania, crença ou desgosto pessoal de Hitler? Que televisão protege a História que o Canal de História destrói?

E desiludam-se os que acham que este efeito «dica da semana» só se debruça politicamente sobre a História recente. Voltemos ao exemplo anterior: o National Geographic dá palco a dois «investigadores» dos EUA, por sinal de origem portuguesa, que «investigam», sempre num registo «em directo», a possibilidade de uma fabulosa raça de gigantes ter construído algumas estruturas em pedra com muitas centenas de anos. A premissa é simples (e semelhante à das pirâmides terem sido construídas por extra-terrestres): os povos não-europeus e não-brancos nunca poderiam ter construído semelhante coisa, não tinham os conhecimentos nem a inteligência que, nesse tempo, só os brancos europeus detinham. E assim, a partir da falsificação de História tão longínqua quanto o Antigo Egipto, reforça-se e legitima-se o poder da classe dominante.

Reality shows sobre prospectores de ouro, pescadores de atum e motoristas de pesados, documentários sobre extra-terrestres, nazis em bases lunares e monstros mitológicos escondidos nos esgotos: é este o conhecimento que o capitalismo quer para as massas; é com esta História que os donos dos meios de produção nos querem esmaecer; é nesta nova era medieval que nos querem cegar. Destruir o capitalismo, até à sua última estrutura, não é apenas o interesse dos trabalhadores de todos os países, é o interesse vital do nosso milenar património de ciência conhecimento e da própria inteligência humana.
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Re: Lixo nos canais de "documentários"
« Resposta #36 em: Terça, 12 de Janeiro, 2016 - 04h17 »
Dito e escrito com perfeição! Ainda bem que lutamos para manter um mínimo de inteligência viva no planeta!  ;)
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Re: Lixo nos canais de "documentários"
« Resposta #37 em: Terça, 12 de Janeiro, 2016 - 06h46 »
Com tudo circulando na internet e novas redes e formatos gratuitos ou pagos como a Netflix, tem espaço para todos os tipos de conteúdo, e cada pessoa assiste o que quiser...
Eu não quero destruí nada, e nem tenho capacidade para discuti isso, mas sei que no capitalismo a demanda é importante, de qualquer forma, esse tema me lembra desse filme que recomendo a todos que assistam, tem legenda

Código: [Selecionar]
https://www.youtube.com/watch?v=V-F7O4OXxQs



« Última modificação: Terça, 12 de Janeiro, 2016 - 17h34 por FragaCampos »

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Re: Lixo nos canais de "documentários"
« Resposta #38 em: Terça, 12 de Janeiro, 2016 - 17h49 »
Obviamente que toda a gente vê o que quiser e quando quiser, mas não é isso que está em questão, nagol.

O que está em questão é o facto de canais que se dizem de documentários passarem tudo menos documentários.
É o mesmo que ir a uma igreja católica para uma missa e encontrar um concerto de heavy metal.

Pior, esses pseudo-canais de documentários exibem programas que retiram o espaço aos programas de qualidade (leia-se: educativos, formativos e científicos) para encher as grelhas de programação com programas de entretenimento, ação, ficção e reality shows.
Não está em causa a liberdade de cada um e a liberdade de expressão, está em causa a forma como é feita, com o único intuito de lucrar à custa de uma pseudosseriedade dos seus conteúdos e a reboque da palavra "documentário".
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Re: Lixo nos canais de "documentários"
« Resposta #39 em: Terça, 12 de Janeiro, 2016 - 18h11 »
Eu entendo, mas acho realmente que esses canais já perderam a importância, com a internet muda tudo, não ha grade ou limite de espaço, os conteúdos educativos ou docs podem ser produzidos e distribuídos, o financiamento pode vim diretamente das pessoas, sites pagos ou instituições pública, sem falar que de um jeito ou de outro as coisas acabam de graça na web.